O coração de Celina foi rasgado, uma fenda se abriu e o sangue pingava, gota a gota.
Vinicius não perdeu a chance de enaltecer a esposa diante da mãe.
"Foi só graças à Elisa, que conhece a esposa do gerente do banco, que conseguimos revelar sua verdadeira face. Se não fosse isso, nossa Família Tavares teria sido enganada por você sem nem perceber."
O olhar de Celina escureceu por um instante. Ela ergueu a mão.
"Que extrato de transferência é esse? Me deixa ver."
O mordomo, após um sinal da matriarca, entregou a "prova" em suas mãos.
Elisa, impaciente, avisou: "Não adianta tentar nenhum truque. Mesmo que rasgue esse extrato, eu posso pedir ao banco para imprimir outro."
O olhar de Celina caiu sobre o papel carimbado com o selo do banco.
O extrato era verdadeiro, mas ela não sabia desde quando havia um cartão em seu nome.
"O número do cartão está errado", apontou Celina para o extrato.
"Impossível!"
Elisa se aproximou instintivamente.
Foi nesse momento que Celina agarrou os cabelos dela com força e, com a outra mão, pegou a faca de frutas da mesa de centro, encostando-a no pescoço de Elisa.
Esse gesto chocou a todos. Até a matriarca se levantou.
"Você está querendo se rebelar?" Vinicius explodiu.
O olhar de Celina era cortante como gelo.
"Acharam que me pegando de surpresa conseguiriam me incriminar?"
"Sonhem! Se alguém se aproximar, eu corto o pescoço dela!"
"Amor, me ajuda." A voz de Elisa tremia.
Vinicius chamou pelos seguranças, mas a matriarca semicerrava os olhos.
"Você não se importa mais com a vida da sua esposa?"
Vinicius ficou imediatamente sem reação.
A faca de frutas de Celina traçou uma linha de sangue no pescoço de Elisa.

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