Certo, ganhei mais um cartão de “bom moço”.
Josué Rodrigues desviou o olhar dela.
— Vai, pode ir agora! Se não, seu avô vai acabar achando que a gente se dá muito bem.
Yasmin Serra ficou tão assustada que parou mesmo ali, e gritou para ele pelas costas:
— Obrigada!
Josué Rodrigues sorriu, irônico. Não era um “obrigado” que ele queria ouvir.
–
Quando Josué Rodrigues achava que não teria mais nenhum contato com Yasmin Serra, a encontrou caída sobre o balcão do bar, com o rosto de quem já tinha bebido demais.
— Yasmin Serra?
A garota levantou a cabeça, os olhos turvos de embriaguez.
— Hehe, é você mesmo, Josué Rodrigues.
Ele franziu a testa.
— Quanto você já bebeu?
Olhou feio para o barman, querendo saber quantos drinques ele tinha servido para ela.
— Você está bêbada. Vou te levar pra casa.
Ao ouvir isso, Yasmin Serra balançou a cabeça.
— Não quero voltar! Não quero ir pra casa! Me deixa, quero continuar bebendo.
Josué Rodrigues não ia discutir com uma bêbada. Sem dizer mais nada, a pegou no colo.
— Fica quieta. Se continuar assim, amanhã seu avô vai ficar uma fera com você.
No caminho de volta, Yasmin Serra resmungava sem parar:
— Mamãe, por quê? Por que você teve que casar com ele?
Josué Rodrigues, com a testa franzida, a levou até o quarto dela.
— Luisa, faz um café forte pra ela, senão ela vai passar mal de madrugada. Vou indo, não conta nada pro vovô Serra.
A empregada assentiu:
— Obrigada, Sr. Josué, pode deixar. Ah, a senhorita está tão triste ultimamente... Já é a segunda vez que ela volta assim.
Josué Rodrigues pensou que Yasmin Serra estava abalada por causa do novo casamento da mãe.
Da segunda vez, quando viu Yasmin Serra cambaleando na calçada, parou o carro assustado.
— Yasmin Serra, você tá maluca? Sabia que foi perigoso agora há pouco?
Os olhos dela estavam vermelhos:
— Por que sempre você, Josué Rodrigues?

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