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Espelhos Quebrados Não se Reconstroem romance Capítulo 437

Muitos educam o irmão mais velho a sempre ceder à irmã mais nova, mas Laura Rocha nunca foi do tipo que simplesmente favorecia Nana.

Ela conhecia demais a personalidade da filha: aquela pequena espertinha, cheia de charme e malícia, era a cara do pai, Samuel Serra.

Já bolo era o contrário: um menino meio desligado, inocente, sempre com aquele ar distraído.

Mesmo assim, a filha era tão adorável que Laura sentia vontade de dar a ela o melhor do mundo inteiro.

Às vezes, percebia-se sendo parcial demais, e logo uma vozinha interior protestava, lembrando-a de não mimar tanto a menina.

Até que, certa manhã, Laura Rocha, com o rosto fechado, descobriu que o pingente de ouro que deixara no banheiro havia sumido.

— Calebe Serra!

bolo tremeu um pouco ao ouvir o chamado. — Mamãe, estou aqui! Mamãe, hoje ganhei uma estrelinha na escola, quer ver?

Aos cinco anos, a criança já era bastante esperta, e ao escutar aquele tom de voz, sabia que algo sério estava para acontecer.

Laura chamou os dois pequenos à sua frente.

— Hoje cedo, quando saí apressada, deixei um pingente de porquinho de ouro na pia do banheiro. Alguém viu?

bolo olhou para o teto, Nana piscou os olhos.

Nana balançou a cabeça. — Mamãe, eu não vi!

bolo hesitou, mexeu os lábios, e depois de muito pensar, murmurou baixinho: — Eu também não vi.

— Fale mais alto! — Laura endureceu o rosto, e sua expressão séria fez com que os dois imediatamente ficassem eretos.

bolo mordeu os lábios, sem coragem de repetir a mentira.

Nana olhou para o irmão, percebendo que hoje alguém ia se dar mal.

— Mamãe, a casa tem câmera! Dá pra ver nas imagens!

Laura percebeu que a pequena já sabia quem tinha pego, e ainda sugeria soluções, deixando-a com vontade de rir, mas manteve o semblante firme.

— Mamãe vai olhar as câmeras. Agora é a chance de confessar!

bolo, então, fez um biquinho e, com os olhos vermelhos, admitiu: — Mamãe, fui eu que peguei.

Às vezes, quando os dois brigavam, Laura não se envolvia muito. Mas quando se tratava de princípios, ela precisava agir.

— Por que mentiu? E mais: isso era meu. Pegar as coisas dos outros sem permissão, como se chama esse ato?

Nana levantou a mão: — Mamãe, chama-se ladrão!

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