Ela ficou um pouco comovida ao ver que o mestre finalmente encontrou sua própria felicidade.
— Por que está chorando?
Samuel Serra tirou um lenço e enxugou-lhe as lágrimas.
Ele percebeu que, ultimamente, sua esposa andava cada vez mais sensível.
— Não é nada. Só estou emocionada, são lágrimas de alegria.
Samuel Serra resmungou, meio ciumento:
— Quando nos casamos, nem te vi chorar assim, desse jeito.
Laura Rocha não sabia o que dizer. Aquele homem sempre achava algum motivo inusitado para sentir ciúmes.
— Amanhã é o primeiro exame pré-natal. Está nervosa?
A mão áspera de Samuel Serra acariciou suavemente a barriga da mulher.
— Não estou, não. Nosso bebê vai ser o mais saudável de todos.
— Fique tranquila, querida, vamos ao hospital do Josué Rodrigues.
— Uhum.
Na manhã seguinte, bem cedo, Laura Rocha saiu de casa com a mochila nas costas, acompanhada por Samuel Serra.
Durante o ultrassom, o médico soltou um “hã” curioso, e o coração dela começou a bater mais rápido.
— O que foi, doutor? O coração do bebê está normal?
— Está tudo normal, mas aqui vejo dois batimentos. Srta. Rocha, parece que você está esperando gêmeos!
Laura Rocha se apoiou para se sentar, surpresa.
— Dois? Eu estou grávida de gêmeos?
— Parece que sim. Deite-se de novo, vou confirmar.
Laura Rocha deitou-se, inquieta, sem conseguir pensar em nada.
— Parabéns, são mesmo gêmeos. Antes estavam pequenos demais para ver, mas agora são dois coraçõezinhos! Olha, a chance de ter gêmeos é bem pequena. Assim, você só sofre uma vez para trazer dois ao mundo.
Laura Rocha saiu do consultório acariciando a barriga.
Samuel Serra a amparou:


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