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Na suíte de luxo do clube.
Samuel Serra escutava o som suave da água vindo do banheiro e não conseguia evitar de engolir em seco.
Com os olhos fechados, recostou-se no sofá, tentando se acalmar.
Mas a camisa molhada grudada ao corpo e a sensação macia de há pouco não saíam da sua cabeça.
Uma vontade sombria tomou conta de seus pensamentos: queria envolvê-la em seus braços e não deixá-la escapar, dominando-a por completo.
Principalmente depois daquele “marido” que ela acabara de sussurrar — Samuel Serra sentiu até os ossos ficarem fracos.
O barulho da água foi diminuindo até cessar.
— Samuel, as roupas já chegaram? — perguntou Laura Rocha do outro lado da porta.
Samuel Serra abriu os olhos, pegou a roupa com dedos longos e foi até a porta do banheiro, a voz rouca:
— Estão aqui, pode abrir.
Laura Rocha abriu cuidadosamente uma fresta na porta. Uma mão delicada e alva se estendeu para fora.
— Samuel, obrigada. Pode me entregar.
Quando o vestido branco pousou na mão suave dela, a ponta dos dedos de Samuel roçou, sem querer, o pulso de Laura, fazendo-a estremecer e recuar.
O olhar intenso de Samuel escureceu, um desejo perigoso crescendo dentro dele.
Com um sorriso sutil nos lábios, provocou:
— Por que parou de me chamar de marido?
A mão delicada sumiu num instante, e a porta do banheiro se fechou com um estrondo.
Ninguém respondeu à provocação.
Laura Rocha segurou o vestido contra o peito, o coração disparado, sem conseguir se acalmar.
Quando foi que ela o chamou de marido?
Bem, parece que foi há pouco, quando ouviu ele chamá-la de esposa e acabou se confundindo.
Se foi um engano dela, e Samuel Serra?
Afinal, era a segunda vez que ele a chamava de esposa!
Laura demorou um bom tempo para sair do banheiro, sem coragem de encarar Samuel Serra.
— Pronta? — perguntou ele.
Laura apenas assentiu, com um leve movimento de cabeça.
Fingiu não ouvir o tom brincalhão dele, e Samuel também preferiu não insistir.
— Conseguimos identificar quem fez aquilo pelas câmeras — informou Samuel.
O olhar de Laura ficou frio:
Mas quando viu a figura atrás dela, Tiago não pôde evitar um tremor no canto dos lábios.
— Tio, o senhor também está aqui?
Laura Rocha não se deu ao trabalho de olhar para ele. Não se sabia de onde vinha tanta força, mas pegou o balde das mãos do segurança e foi direto na direção de Viviane Rocha e Luara Ribeiro.
Viviane ficou pálida:
— Irmã, o que você vai fazer?
Luara Ribeiro franziu a testa, tensa:
— Laura, você está irritada de novo? Veio aqui pra arrumar confusão?
Antes que pudessem reagir, Laura despejou meio balde de água gelada sobre as duas, da cabeça aos pés.
— Senhora, aqui tem mais um — o segurança alertou, prestativo.
Mais um balde e o banho se repetiu. Agora, as duas estavam completamente encharcadas.
Viviane Rocha gritou, histérica:
— Laura Rocha, você ficou louca?
Laura respondeu com um sorriso frio:
— Quando me jogaram água, vocês não pensaram que eu podia enlouquecer?
— Viviane Rocha, estou avisando: se mexerem comigo de novo, da próxima vez não vai ser só água fria!

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