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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 97

Felícia também parecia profundamente constrangida.

— Eu... meu braço está quebrado, então não consegui lavar o cabelo nesses últimos dias. Peço perdão pela vergonha.

Afonso sorriu com uma gentileza reconfortante.

— Não se preocupe com isso.

Felícia olhou para o homem bonito e de aura aristocrática à sua frente. — E o senhor é?

Naiara tomou a palavra. — Ele é um amigo meu.

Felícia assentiu, sem fazer mais perguntas, e começou a enxugar as lágrimas.

— Que vergonha que a senhora teve que ver isso. A culpa é minha, que não soube educar o meu filho.

O homem invadiu o quarto de repente.

— Tá chorando na frente de estranhos por quê?! Roupa suja se lava em casa, não te ensinaram isso?!

Naiara já tinha um plano em mente.

Mas, antes disso, precisava saber o que Felícia queria.

Então, Naiara perguntou com sua voz gélida e precisa: — Felícia, você quer ir embora comigo?

Felícia não entendeu direito. — Ir para onde? Voltar para a família Lucca?

Naiara: — Não para os Lucca. Para a minha casa. A partir de hoje, você fica comigo.

Felícia compreendeu a intenção de Naiara e lançou um olhar para o filho inútil.

— Mas com uma condição. — Naiara enfatizou, o tom cortante. — De hoje em diante, você não dará mais nenhum centavo a ele.

Caso contrário, aquele buraco negro nunca seria tapado.

Felícia pensou por um momento e, por fim, tomou a difícil decisão de assentir.

— Dona Naiara, se a senhora não se importar, eu servirei a senhora pelo resto da minha vida!

O homem cuspiu no chão.

— Ela é minha mãe! Acha que vai levar ela embora sem a minha permissão? Sem chance!

Naiara não tinha paciência para dar lições de moral a um verme.

— E você acha que pode me impedir?

O homem pensou duas vezes.

— Pode levar, mas vai ter que pagar!

Naiara já imaginava que o lixo faria uma exigência dessas.

— Quanto?

O homem fez as contas rapidamente. — Quinhentos mil!

Naiara deu um sorriso gélido de escárnio.

— Trezentos mil.

Durante o trajeto até lá, Afonso já havia investigado e descoberto que o homem devia duzentos mil em dívidas de jogo.

— Duzentos mil para você pagar os seus credores, e os cem mil restantes como a última ajuda que Felícia te dará. Depois disso, se você vive ou morre, não é mais problema dela.

O homem se recusou a aceitar.

— Não! Tem que ser quinhentos mil!

O tom de Naiara era sereno, mas carregava uma frieza inquestionável.

O valor exato, sem faltar um centavo.

[Transferência recebida: R$ 300.000,00. Remetente: Afonso Xavier.]

Naiara olhou para Afonso.

Ele não disse uma palavra, apenas fez um leve aceno com a cabeça.

Naiara sentiu o rosto esquentar.

Ficou envergonhada.

Parecia que Afonso tinha virado o seu caixa eletrônico pessoal.

Antes de entrar no carro, Felícia se ajoelhou diante de Naiara.

A idosa já chorava copiosamente.

Ela nunca imaginou que, naquela altura da vida, alguém ainda se importaria com ela.

Naiara não teve tempo de segurá-la e ficou assustada.

Afonso, que estava prestes a entrar no banco do passageiro, correu até elas para levantar Felícia.

Felícia insistia em beijar o chão em gratidão.

Afonso interveio com sua voz profunda e elegante: — Ela está grávida, não pode fazer esforço. Não crie dificuldades para ela.

Ao ouvir isso, Felícia congelou por um segundo.

Aquele homem sabia da gravidez da senhora da casa?

Pelo visto, a relação deles era profunda.

Naiara: — Felícia, a partir de hoje você vai morar no Pátio do Luar. Quando eu resolver meus assuntos de honra e traição com a família Lucca, também me mudarei para lá.

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