— É bom que você também tenha pensado muito bem nisso! Passando daquela porta comigo, não tem volta. Você, Afonso Xavier, será para sempre apenas o homem de Naiara.
Afonso inclinou-se e roubou-lhe um beijo casto nos lábios.
— Eu já decidi isso há muito tempo.
E, segurando a mão dela, caminhou em direção à entrada do Cartório.
Bem na porta, Naiara parou abruptamente.
— Espera, não dá!
Afonso piscou, confuso.
— Arrependeu-se?
— Não! Mas para casar no civil precisamos dos nossos documentos, não é? E eu não trouxe nada!
Um sorriso ladino curvou os lábios de Afonso.
— Eu trouxe todos os documentos necessários.
— Quê? Como você conseguiu minhas certidões?
— Peguei no seu quarto.
Naiara não sabia se ria ou se brigava com ele.
— Então você já tinha planejado isso tudo...
— Sim — assumiu ele. — Um golpe premeditado.
Ele planejou até aquele exato momento; agora, precisava de um desfecho.
E torná-la legalmente sua esposa era o melhor desfecho possível.
Aquela certidão de casamento era algo que ele ansiava há muito, muito tempo.
***
No saguão do Cartório de Registro Civil.
Os dois foram primeiro tirar a foto para a certidão.
Diante do espelho do local, Naiara reclamou, como raramente fazia:
— Eu nem me maquiei direito. Tirar foto assim vai ficar terrível.
Afonso abraçou-a por trás, apoiando o queixo no ombro dela.
— Se você, assim, está terrível, o que resta para as outras mulheres?
Na hora do clique, Naiara estava visivelmente tensa.
Afonso sussurrou no ouvido dela:
— Esta foto vai durar para o resto das nossas vidas. Se sair feia, não adianta chorar depois, viu?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...