Mas a mente de Felícia ainda estava presa naqueles trezentos mil.
— Dona Naiara, de hoje em diante eu vou servi-la. Não precisa me pagar salário, me dar um prato de comida já é o suficiente.
Naiara deu um sorriso constrangido.
— Fome você não vai passar, mas realmente não poderei pagar um salário no momento. Acabei de contrair uma dívida de trezentos mil.
Felícia sentiu mais uma onda de gratidão.
Naiara levou Felícia para o Pátio do Luar, e ela mesma lavou o cabelo e limpou a senhora.
Foi a primeira vez que Felícia foi cuidada dessa forma, e logo por sua ex-patroa. Emocionada, quis se ajoelhar de novo.
Mas, lembrando-se das palavras de Afonso, conteve-se.
Em seu coração, jurou tratar Naiara como a sua própria filha a partir de agora.
Depois de tudo, Naiara sentiu o peso do cansaço.
— Felícia, descanse bem. Não pense em mais nada, aqui é a sua casa agora.
Felícia segurou as mãos de Naiara com carinho.
— Dona Naiara...
Naiara a interrompeu: — Felícia, não me chame mais de Dona Naiara. Me chame apenas de Naiara.
— Não. — Felícia recusou categoricamente. — Posso não chamá-la pelo título dos Lucca, mas jamais direi o seu nome de igual para igual. A senhora é a minha salvadora, a minha patroa. A partir de hoje, vou chamá-la de Menina Naiara.
— Menina Naiara, enquanto Felícia tiver um sopro de vida, cuidará muito bem de você.
Naiara não teve escolha senão aceitar a decisão de Felícia.
De repente, Felícia se lembrou de algo.
— Menina Naiara, tem uma coisa... eu fiquei com medo de contar e a senhora ficar nervosa e afetar o bebê, então guardei para mim.
Naiara deu um sorriso gélido, completamente indiferente. — Depois de sobreviver na família Lucca todos esses anos, acho que não há mais nada que eu não consiga suportar.
— Um tempo atrás, ouvi sem querer uma conversa entre a velha senhora Franciely e a mãe de Carlos. A velha disse que, como o poder da família Fontana está crescendo muito e a Adriana é alguém à altura da família Lucca, e considerando que o jovem Nilton já morreu e agora a Adriana carrega o herdeiro do Carlos no ventre... seria melhor que os dois ficassem juntos de uma vez.
Ao ouvir a menção da traição orquestrada, Naiara não sentiu nenhuma oscilação. Seu sorriso foi apenas um traço de puro cinismo.
— Eu já sabia.
Mesmo que Franciely não dissesse, Naiara sabia perfeitamente quais eram as intenções daquela cobra velha.
— Foi só uma brincadeira. Eu só não quero que você sinta nenhum peso financeiro. Mesmo que escolha um caminho melhor no futuro, não tem problema algum.
— Sendo realista, a sua Tecnologia Nuvem Pioneira já é a minha melhor opção. — Naiara sorriu levemente.
Naiara continuou: — Afinal, a Nuvem Pioneira tem um excelente chefe. Trabalhando para um líder assim, tenho certeza de que não sairei perdendo.
Afonso se lembrou de um detalhe.
— Amanhã pedirei ao José para trazer os itens de higiene e roupas que a Felícia vai precisar. Não se preocupe em sair para comprar.
Naiara não fez cerimônia.
— Certo.
Afonso observou enquanto ela massageava as costas. — Dor na lombar?
Naiara deu um sorriso amargo. — Acontece com frequência desde que engravidei.
A expressão de Afonso ficou momentaneamente paralisada.
Ele quis dizer algo, mas acabou se calando.
O celular de Naiara tocou, quebrando o silêncio. Era Carlos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...