Naiara perguntou:
— Para quem você enviou?
— Para o Fábio e para o Cícero. Eles são os meus melhores amigos, deviam compartilhar dessa minha alegria.
Naiara pensou um pouco.
— Você não vai avisar o Tio Henrique?
— Eu já o avisei antecipadamente.
— Quê? — Naiara arregalou os olhos. — Quando?
— Acho que uns três dias atrás.
— E o Tio Henrique concordou?
Afonso guardou a certidão de casamento com o cuidado de quem guarda uma joia, enquanto seus olhos transbordavam alegria.
— Bobinha. Se ele não tivesse concordado, como você acha que eu consegui tirar os documentos da casa dele?
Faz sentido.
— Mas... Afonso...
— Sim? — Afonso virou a cabeça e a encarou, sorrindo. — Como foi que você me chamou?
Naiara parou por um segundo e, ao perceber a provocação, abriu um sorriso envergonhado.
Ela lutou consigo mesma por alguns segundos antes de murmurar baixinho:
— Marido.
Afonso inclinou-se até que seus lábios quase roçassem nos dela.
A voz soou profunda, rouca e absurdamente sedutora.
— Não ouvi.
Naiara mordeu o lábio, sorriu, tomou coragem e cedeu:
— Marido, marido, meu marido! Ouviu agora?
— Ouvi, sim.
Ele capturou os lábios dela imediatamente.
No ápice do beijo, um calor intenso irradiou pelo corpo de Naiara.
Ela percebeu que a respiração dele estava ofegante.
E ela também já estava à beira do descontrole.
Então, Naiara enlaçou os braços no pescoço dele e sussurrou ao seu ouvido:
— Hoje à noite... é a nossa noite de núpcias.
O corpo inteiro de Afonso enrijeceu.
— Acha que já podemos? Quero dizer... como está o seu corpo?
— Eu aguento...
***
Fábio Marques recebeu a mensagem assim que chegou em casa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...