Entrar Via

Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 96

A casa velha e rústica parecia em ruínas e cheirava a mofo.

Afonso disse que Felícia morava no segundo andar.

O corrimão balançando e a escada caindo aos pedaços fizeram o coração de Naiara se apertar.

Ela nunca imaginou que Felícia vivesse num lugar como aquele.

Durante todos aqueles anos, o salário que Carlos pagava a Felícia não era baixo.

Na pior das hipóteses, ela poderia alugar um apartamento decente.

Como acabou morando ali?

Logo ao chegar à porta, ouviram um estrondo violento vindo de dentro.

Afonso levantou a mão e bateu na porta.

Em pouco tempo, o portão de ferro rangeu e se abriu.

Um homem que parecia ter quase cinquenta anos, com a barba por fazer e roupas amarrotadas, apareceu diante deles.

As feições lembravam muito as de Felícia.

Naiara deduziu que aquele devia ser o filho fracassado de Felícia.

Um homem daquela idade que passava os dias na completa ociosidade.

Ele já tinha sido casado, mas a esposa fugiu com o filho porque o homem passava os dias bebendo e apostando.

Depois disso, o homem piorou ainda mais.

Sempre que ficava sem dinheiro, ia cobrar de Felícia.

Numa idade em que já deveria estar descansando e aproveitando a vida, Felícia ainda precisava trabalhar como babá para sustentar o vício dele.

Ao ver com os próprios olhos, Naiara finalmente entendeu por que Felícia morava naquele lugar.

Ter um teto já era uma sorte, considerando o parasita que tinha como filho.

Naiara foi direta, com sua voz fria: — Procuro a Felícia.

O homem parecia ter acabado de acordar e estava impaciente: — Vai procurar a tua mãe na tua casa. Não tem mãe nenhuma tua aqui.

Naiara manteve a postura impecável: — Eu procuro a Felícia.

O homem hesitou por um segundo, medindo os dois de cima a baixo.

Pela aparência, eram pessoas da alta sociedade. Ele então recuou um pouco na agressividade.

— Quem são vocês?

Naiara continuou educada, mas distante.

— Somos amigos de Felícia. Viemos tratar de um assunto com ela.

O homem sorriu, revelando dentes amarelados pelo excesso de cigarro.

— Ela tem amigos como vocês? Conta outra.

Felícia ouviu Naiara chamá-la.

Na emoção, tentou se levantar da cama, mas caiu de novo, suando frio de tanta dor.

Ao ver aquela cena, o coração de Naiara se partiu.

Ela correu até a senhora, tomada pela preocupação.

— Felícia, o que aconteceu com você?

Felícia, ao ver Naiara, ficou tão emocionada que mal conseguia falar.

— Dona Naiara... como a senhora me encontrou aqui?! Rápido! Saia daqui, este lugar é sujo e bagunçado, vai sujar as suas roupas.

Naiara sentiu um nó na garganta.

— Primeiro, vou ajudar você a se levantar.

Mas Afonso segurou o braço de Naiara, impedindo-a suavemente de fazer esforço.

— Deixe comigo.

Dizendo isso, ele se curvou, pegou Felícia nos braços com elegância e a colocou de volta na cama.

Naiara ficou paralisada por um momento.

Felícia devia estar há dias sem lavar o cabelo ou trocar de roupa, exalando um cheiro forte.

Mas ele, um homem do mais alto escalão, não demonstrou o menor sinal de nojo ou repulsa.

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê