José nem precisou pensar.
— Não diria que ele adora. Se tiver, ele come um ou dois pedaços, se não tiver, também não sente falta.
O coração de Naiara deu um leve sobressalto.
— Você tem certeza?
José: — Claro que sim. Eu vivo lá com ele. O que ele come, eu como. Conheço os hábitos alimentares dele melhor do que ninguém.
Mas Afonso tinha dito que era ele quem gostava de costela, e por isso havia pedido para a madrinha ensiná-lo a fazer o prato...
Depois que José saiu, Naiara fez duas coisas.
A primeira: transferiu o dinheiro para Afonso.
A segunda: ligou para o antigo reitor da universidade para marcar um encontro.
O reitor explicou por telefone que viajaria com a esposa no dia seguinte, então só teria disponibilidade hoje. Naiara decidiu ir visitá-lo assim que saísse do trabalho e, depois, iria ver Isadora.
A mensagem de Afonso chegou. Apenas uma palavra.
[Recebido.]
Naiara não respondeu. O que haveria para responder?
Ela adiantou todo o seu trabalho e, assim que deu a hora, arrumou suas coisas e foi embora.
No caminho para fora, esbarrou em Quitéria, a secretária de Afonso.
Quitéria a cumprimentou:
— Srta. Naiara, saindo tão cedo hoje?
Na mente de todos, Naiara sempre era a última a sair. Quando entrava no escritório, sua dedicação era total aos códigos e à pesquisa. Por melhor que fosse sua relação com os colegas, durante o expediente, ela não perdia tempo com conversas fiadas. Era extremamente focada, tão séria que às vezes Quitéria até sentia um pouco de intimidação. Mas fora do trabalho, era outra pessoa: alguém acessível e sorridente.
No entanto, hoje, o estado de espírito de Naiara parecia diferente. Por isso, Quitéria não resistiu em perguntar.
— Srta. Naiara, está se sentindo bem?
Naiara deu um sorriso evasivo.
— Estou bem. Deve ser só cansaço do trabalho. Já vou indo.
— Até logo, Srta. Naiara.
Quitéria levou os documentos para Afonso assinar e acabou comentando casualmente sobre o encontro.
— Estão bem doces.
Zuleica sorriu levemente.
— Você parece estar de bom humor.
Carlos: — Estou bem. A propósito, como estão as coisas na floricultura?
Pelo visto, o humor dele estava ótimo mesmo. Do contrário, não perguntaria sobre a floricultura por iniciativa própria.
Zuleica sabia muito bem que Carlos a procurava por apenas dois motivos.
O primeiro: desabafo emocional, despejar nela suas frustrações quando as coisas não iam bem.
O segundo: alívio físico.
Era preciso admitir, o vigor físico de Carlos era inegável. Às vezes, Zuleica ficava tão exausta que não queria nem se mover, e Carlos ainda perguntava: *Vamos de novo?*
Felizmente, ele não era de todo insensível com ela. Quando Zuleica estava realmente cansada e recusava, ele não forçava a barra.
Exceto por aquela vez.
A vez em que, no auge do prazer, Carlos gemeu o nome de Naiara...

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...