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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 689

— Deixa eu ver — disse Gualter.

— Tia, avó Felícia — chamou Afonso, ignorando Gualter completamente e caminhando direto para dentro.

A mão de Gualter parou no ar. Ele virou o rosto para Naiara e disse de propósito:

— Pelo visto o machucado não é pequeno, a gaze está bem grossa.

Belmira arrumou um lugar à mesa para Afonso, colocando os talheres logo ao lado de Gualter. Foi então que ela também notou o curativo.

— Afonso, meu filho, como você machucou a mão?

Afonso repetiu a mesma resposta monossilábica:

— Arranhão.

Felícia se apressou em recebê-lo com entusiasmo.

— Sr. Afonso! Sente-se aqui, que bom que veio! Achei que não apareceria, já faz tanto tempo. Antes você dizia que viria comer de graça aqui sempre que pudesse, mas ultimamente sumiu.

— Muito trabalho — justificou Afonso.

— Por mais que tenha trabalho, tem que arrumar tempo para comer, não é? Venha mais vezes, a Natália ficou super decepcionada por não te ver hoje mais cedo.

— Farei o possível.

Felícia sentiu que havia um clima estranho, mas não tocou no assunto.

— Sente-se, vamos comer.

Gualter pegou seus próprios talheres e trocou de lugar com Afonso.

— Senta aqui no meu lugar, eu sento ao lado da Natália.

Natália abriu a boca para protestar, mas Gualter levantou uma sobrancelha para ela. A menininha esperta entendeu o recado na mesma hora.

— Isso! Eu quero sentar com o tio Gualter.

Afonso não disse nada e apenas sentou-se no lugar cedido.

Durante a refeição, Afonso quase não tocou nos talheres.

Belmira ficou verdadeiramente preocupada.

— Naiara, minha filha, a mão do Afonso está ruim, ajuda ele.

Naiara, que mordiscava os pauzinhos, congelou.

Ajudar?

Como assim ajudar?

Felícia, achando que a hesitação de Naiara era recusa, deu-lhe uma pequena bronca:

— Menina, não seja teimosa! O Sr. Afonso é seu amigo e seu chefe. Não pode fazer um favorzinho?

Não era isso...

E era verdade, ele parecia um pouco mais magro.

Será que ele não vinha comendo direito nesses dias?

— Lembrei de um ditado agora — soltou Gualter de repente. — Não sei se serve para o King.

Naiara sabia perfeitamente onde ele queria chegar. Abriu a boca para cortá-lo, mas foi tarde demais.

— Dizem que o amor consome a alma e definha o corpo, mas quem ama não se arrepende.

Afonso abaixou o olhar, o rosto uma máscara de gelo.

— Não serve.

— Tá bom, então — provocou Gualter, pegando um pouco de comida com os pauzinhos. — Pelo visto, só resta a mim alimentar você. Vem, abre a boca.

Naiara não aguentou mais assistir àquela palhaçada.

Aquele idiota adorava brincar com o perigo, testando os limites de Afonso, como se não tivesse medo de levar uma surra de verdade.

— Deixa que eu ajudo — disse Naiara.

Todos na mesa olharam para ela instantaneamente.

Naiara pigarreou.

— O chefe está machucado, é meu dever como funcionária cuidar dele.

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