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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 678

Naiara comprimiu os lábios.

— Nada.

— Você não tem ninguém de quem goste?

O homem ficou em silêncio por longos segundos, aguardando a resposta.

— E então? Me diga.

Ela baixou os olhos, escondendo a melancolia em seu olhar.

— Não.

Ao seu lado, os lábios dele se apertaram em uma linha fina, e ele não disse mais nenhuma palavra.

E assim permaneceram, sentados lado a lado num silêncio absoluto.

Até que Gualter e José finalmente se aproximaram.

— Patrão.

José estava ofegante.

Naiara olhou por cima dos ombros deles.

— Onde está a Srta. Isabella?

— Ficou lá atrás — respondeu José.

— Vocês não subiram com ela?

— Não.

Gualter largou-se num banco, exausto.

— O ritmo delas é lento demais. Eu e o José tivemos que adiantar o passo.

Naiara pensou, indignada: "Não foi você quem inventou de ir junto para fazer companhia?!"

Gualter examinou a área onde os pedidos eram pendurados.

— Já fizeram as promessas nas árvores?

— Não.

— E por que não? Dizem que dá sorte mesmo, vão lá!

Quando Naiara abriu a boca para responder, Afonso cortou-a em um tom distante e insípido:

— Ela não tem ninguém de quem goste.

Gualter piscou, confuso. Trocou um olhar com José e preferiu calar a boca.

Evidentemente, o clima entre os dois estava péssimo.

Meia hora depois, Isabella finalmente alcançou o topo.

Com o calor da subida, havia tirado a jaqueta e amarrado na cintura, exibindo um top de ioga preto ajustado que delineava perfeitamente a sua silhueta impecável.

— Afonso, estou morta de cansaço.

A voz ofegante soava dócil e adocicada, capaz de amolecer os ossos de qualquer homem que a ouvisse.

Afonso segurava uma garrafa de água, da qual já bebera metade.

Sem cerimônias, Isabella tomou-a da mão dele.

— Morrendo de sede.

Quando ela estava prestes a abrir, Afonso a pegou de volta.

— Vou comprar uma garrafa fechada para você.

— Tudo bem, eu não ligo de dividir.

Gualter estendeu-lhe uma garrafa intocada.

— Sim.

Contente, a mulher correu e comprou duas.

Ao retornar, entregou uma delas a ele.

Bem diante de seus olhos, ela escreveu as letras de "Afonso" no tecido.

Ele lançou um olhar apático para o nome.

— Você tem certeza de que gosta de mim?

A mão de Isabella paralisou.

— De onde tirou essa pergunta agora?

— Você não deveria escrever o nome da pessoa que ama?

— Você é o meu noivo — respondeu ela, o sorriso murchando um pouco. — De quem mais eu escreveria?

O homem ficou em silêncio por um instante, um mar de emoções indecifráveis em seus olhos escuros.

— Se você não quer se sujeitar a uma vida de aparências, nós podemos cancelar esse noivado.

Prestes a caminhar para amarrar a fita na árvore, Isabella recuou, alarmada.

— Afonso, o que deu em você?

Ele soltou um suspiro quase imperceptível.

— Apenas penso que um casamento não deve ser feito de conveniências vazias.

— Eu não encaro isso como conveniência.

— Desde o princípio, não foi por amor que ficamos noivos.

— Eu sei disso. Mas esse noivado já é um fato consumado e inalterável. Afonso... — Isabella fez uma pausa. — O nosso casamento não é apenas sobre nós dois. Trata-se do futuro das nossas famílias. Não podemos simplesmente fugir.

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