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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 677

Ao notar que ele procurava ativamente por algo com os olhos, Naiara concluiu que buscava Isabella e comentou:

— Ela deve demorar mais um pouco para chegar. Teremos que esperar.

Só então Afonso voltou o olhar para ela.

— Ela quem?

— Você não estava procurando a sua noiva?

— Eu estava procurando o banheiro.

Naiara quase mordeu a própria língua.

Que mal-entendido.

Absolutamente constrangedor!

— Está com o celular aí? — indagou ele.

Confusa com a pergunta repentina, ela respondeu:

— Estou. Por quê?

— Ótimo. Só para garantir que não vai se perder e sumir do mapa.

Naiara perdeu a voz.

Aquele homem!

Como ele conseguia ter uma memória tão boa para essas coisas?

Afonso estendeu-lhe a mochila.

— Ainda bem que não está pesada. Segura para mim, vou ali ao banheiro. Se não for pedir muito, fique parada exatamente onde está.

Ela abriu a boca para retrucar:

— Você...

— Claro, se quiser ir amarrar uma fita de pedido nas árvores, fique à vontade. Dizem que atrai um bom casamento. Não perca a chance.

As palavras de Naiara morreram na garganta.

O que estava acontecendo com aquele homem hoje? Por que cada frase parecia vir carregada de espinhos?

Assim que Naiara achou um canto para se sentar, um rapaz se aproximou.

— Olá.

Ela ergueu os olhos.

Era um jovem de pele clara, usando óculos. Tinha um ar refinado.

Mas, por experiência própria, quanto mais o sujeito parecia um cavalheiro inofensivo, maior a chance de ser um verdadeiro canalha.

— Só de olhar para você, entendi o que é amor à primeira vista. A energia deste lugar é mesmo poderosa. Acabei de encontrar a mulher dos meus sonhos.

Naiara deu um meio sorriso cínico.

— Você costuma ser sempre tão direto?

— E não é melhor ir direto ao ponto? Me passa seu número?

— Para quê?

— Para, quem sabe, sairmos para jantar. Se você aceitar, é claro.

— Claro.

— Quer reservar? Posso te conseguir a mesa agora mesmo. Mas existe uma consumação mínima. O seu dinheiro dá?

"O seu dinheiro dá?"

Naiara quase caiu na gargalhada.

O rosto do rapaz foi do vermelho ao branco e, depois de muito gaguejar, conseguiu dizer:

— Com licença.

E saiu de fininho, humilhado.

— Você é bem popular — pontuou Afonso.

Naiara ergueu o queixo, apontando para algumas garotas que espiavam de longe, claramente interessadas nele.

— Você também não fica atrás.

Os dois pareciam travar um duelo silencioso, mantendo-se mudos de propósito.

— Não foi fazer seu pedido de casamento nas árvores? — Afonso quebrou o gelo.

— Eu não acredito nessas coisas.

— Devia tentar. Escreva o nome da pessoa que você ama na fita e amarre na árvore. Quem sabe o desejo não se realiza?

Sem pensar muito, ela respondeu:

— Eu não tenho o menor interesse nisso. E de qualquer forma, o nome de quem eu colocaria lá? Eu não tenho...

Ao levantar os olhos, percebeu que a expressão do homem havia escurecido repentamente.

— Você não tem o quê?

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