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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 679

— Se quiser fugir, eu encontro um jeito.

Aquele tom chamou a atenção de Isabella.

— Você está tentando cancelar o nosso noivado?

— Sim.

— Por quê?

— Porque não quero viver de aparências.

O olhar da mulher deslizou com suavidade. Não transparecia raiva.

— Meu pai e meu irmão jamais aceitariam romper este acordo. O seu pai com certeza pensaria o mesmo.

— Eu já disse que dou um jeito nisso.

— Não seja ingênuo. Nós não temos controle sobre esse assunto.

— Como sabe se não tentarmos?

— Eu não quero tentar! — O sorriso de Isabella sumiu. — Eu acho excelente a ideia de me casar com você.

— Mas você não sente nada por mim.

— E como tem tanta certeza? — Ela exibiu um sorriso doce e envolvente. — Afonso, se eu disser que já me apaixonei por você, você acreditaria?

O corpo de Afonso enrijeceu. Uma pequena confusão tumultuou sua mente.

Sem perder a chance, Isabella enlaçou o braço no dele.

— Eu sei que você ainda não tem esse tipo de sentimento por mim. Mas está tudo bem, não há pressa. Podemos ir com calma.

— Quanto às nossas famílias, eu converso com eles. Direi que não tenho pressa de casar. Vou esperar o dia em que você realmente me ame e, só então, teremos a cerimônia mais romântica que este país já viu.

Dizendo isso, ela encostou a cabeça no ombro dele com suavidade.

— Afonso, há coisas que escapam ao nosso controle e precisamos apenas aceitar. Mas, que sorte a nossa, encontramos a melhor versão um do outro. Então, não se preocupe. O nosso casamento será extremamente feliz.

— Eu até já pensei que, um dia, quero te dar filhos. Um menino e uma menina, de preferência. Imagina só como seriam lindos os filhos com a nossa genética.

— Quando soube que a Srta. Naiara estava grávida, para ser sincera, senti até um pouco de inveja. Eu...

Afonso não a afastou. Apenas virou o rosto na direção de onde viera.

A alguns passos dali, Naiara observava, com um sorriso radiante, uma mulher caminhando de mãos dadas com uma menininha.

A inocência graciosa da criança fazia o sorriso dela se alargar, quase incontrolável.

Provavelmente, estava imaginando o bebê em seu próprio ventre.

Um sorriso simples. Puro.

— Adivinhe o que eu trouxe?

Naiara, absorta em seus pensamentos, não lhe deu muita atenção:

— Não faço ideia.

— Chuta! Você não tá fazendo nada mesmo.

— Não quero.

— Você é muito chata. — Gualter certificou-se de que ninguém os olhava e tirou um pedaço de tecido do bolso. — Dá uma olhada.

Naiara quase não prestou atenção, imaginando que ele decidira fazer um pedido também.

— Pensei que não ligasse para essas baboseiras.

Com cuidado, Gualter esticou o tecido em suas mãos.

Foi então que Naiara pôde ler com clareza a única palavra escrita:

"Afonso".

E, logo abaixo, um pequeno verso:

"Que o coração que me pertence não se vá, para que possamos envelhecer juntos até o fim dos dias."

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