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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 668

Naiara estava agachada, encolhida, os ombros tremendo a cada soluço.

Gualter não tentou consolá-la.

Melhor deixar chorar. Chorar alivia a dor.

Por fim, Naiara levantou o rosto, a visão embaçada pelas lágrimas.

— Gualter.

Gualter agachou-se ao seu lado, brincando com um capim que crescia entre as pedras.

— Hum?

— Foi só desta vez. A última vez.

— O quê?

— Chorar.

Daqui para a frente, ela não derramaria mais nenhuma lágrima por ele.

Gualter deu um suspiro cético.

— Não se pode confiar na palavra das mulheres.

Naiara fungou.

Ele perguntou em seguida: — Você tem lenço de papel?

Naiara balançou a cabeça: — Não.

— Eu também não. Usa a própria manga.

— Tá.

Naiara estava prestes a usar sua própria manga.

Gualter estendeu o braço para ela.

— Melhor usar a minha. Suas roupas parecem ser mais caras que as minhas.

Naiara deu um tapa na mão dele.

— Dá pra parar com a brincadeira? Eu realmente não consigo sorrir agora.

Gualter levantou-se e estendeu a mão para ajudá-la.

— Vamos voltar. Durma um pouco. Amanhã, quando acordar, o sol vai nascer e a vida continuará como sempre.

Naiara apoiou-se na mão dele e se levantou. Por causa da falta de oxigênio do choro, ela cambaleou e quase caiu.

Gualter a segurou firme.

— Tudo bem?

Naiara limpou as marcas de lágrimas do rosto com as duas mãos.

— Eu devo estar horrível agora, não?

Gualter assentiu: — Um pouco.

Naiara: — Não poderia dizer algo mais agradável?

— Posso. Quer ouvir?

— Sim.

— Um rosto lindo e solitário, banhado em lágrimas, como um ramo de flor de laranjeira sob a chuva da primavera.

Naiara soltou uma risada entre as lágrimas.

— É melhor você ficar de boca fechada.

— Sorriu?

Era mesmo Afonso.

Isabella correu até ele.

— Aonde você foi a essa hora? Eu estava te procurando, e você ainda saiu sem o celular! Fiquei morrendo de preocupação.

O olhar de Afonso atravessou o ombro de Isabella e fixou-se na mulher a poucos passos dali.

— Vim tomar um ar.

Isabella o apoiou em seus braços: — Chega de ar, vamos logo para o quarto. Com um frio desses, por que não vestiu um casaco? Beber e depois pegar friagem pode dar um resfriado. Vamos, eu te levo de volta.

Afonso não recusou o apoio de Isabella.

Ao passarem por Naiara, ele parou.

Sua voz soou fria e indiferente.

— Que coincidência, a Sra. Naiara também saiu para tomar um ar?

Naiara desviou o olhar. — É, coincidência.

De repente, Afonso mudou de assunto.

— Você não disse hoje que queria passear por Rio Belo?

Era óbvio que a frase era direcionada a Isabella.

Isabella respondeu: — Sim, por quê?

Afonso: — Eu te acompanho.

Isabella achou que tinha ouvido errado.

— Você vai me acompanhar?

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