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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 669

— Eu sou o seu noivo, não é minha obrigação acompanhá-la?

Isabella sorriu, e sem hesitar soltou a frase na frente de pessoas de fora.

— Afonso, essa sua atitude repentina me surpreende. Chega a parecer um sonho, nem parece real.

A expressão de Afonso continuou distante e fria.

— Quando você tiver tempo, eu te acompanho.

Isabella respondeu prontamente: — Combinado! Não tenho nenhum compromisso nos próximos dias, então tenho muito tempo. Mas aviso logo que você vai se cansar, hein.

— Hum.

Afonso seguiu caminhando.

Embora Naiara não o estivesse olhando, pôde sentir claramente a força do olhar que ele pousou em seu rosto antes de partir. Era um olhar carregado de desespero e de fúria.

Naiara viu com os próprios olhos os dois entrarem no quarto, e seu coração despencou até o fundo do abismo.

Felizmente, ainda conseguia se manter de pé.

Tudo bem! Tudo ficaria bem!

...

— Pode voltar e descansar. — disse Afonso.

Ele se recostou no sofá e acendeu um cigarro.

Isabella pareceu surpresa.

— Desde quando você começou a fumar?

Ele exalou a fumaça devagar. — Depois que cheguei a Rio Belo.

Isabella perguntou, preocupada: — É pelo estresse?

— Talvez.

— Afonso. — Isabella abriu um pouco a janela. — É melhor fumar menos. Faz mal para a saúde.

Afonso não respondeu.

Isabella o observou por um instante.

— Você está preocupado com alguma coisa?

Os lábios finos do homem se moveram, mas, no fim, ele engoliu as palavras que estava prestes a dizer.

O que adiantaria dizer?

Não faria o menor sentido.

Se ele fosse o único a lutar por aquilo, haveria motivo para continuar?

Isabella não suportava o cheiro de cigarro, mas não tentou impedi-lo à força. Apenas sentou-se num assento um pouco mais distante dele e perguntou com voz suave:

— O tio Henrique brigou com você? Você parece chateado.

Afonso apagou o cigarro pela metade.

Próximo ao resort havia uma montanha com um templo antigo. Dizia-se que nesse templo ficavam as árvores do Santuário das Gêmeas Milenares, uma árvore fêmea e uma macho, que zelavam uma pela outra há milênios. A fama era de que pedir por um bom casamento ali dava muito resultado.

Tanto os comprometidos quanto os solteiros queriam visitar. Não que fosse obrigatório pedir por amor, mas o brasileiro tinha aquela mania de: "Já que estamos aqui, por que não aproveitar?"

Como seria necessário subir a montanha, Naiara pediu dispensa do passeio.

Quitéria ficou preocupada em deixá-la sozinha no hotel e se ofereceu para ficar e fazer companhia.

Naiara não aceitou.

— Foi difícil a empresa organizar essa viagem, você tem que sair e aproveitar as vistas. É uma oportunidade rara.

Quitéria hesitou: — Mas como vou te deixar sozinha aqui no hotel?

Naiara soltou uma risada fraca. — Fique tranquila, eu não sou nenhuma criança e não vou me perder. Seja boazinha e vá com o pessoal.

— Eu fico.

Gualter disse isso enquanto caminhava até elas.

Ao vê-lo, o sorriso de Quitéria ficou ainda mais doce.

— Bom dia, Gualter.

Naiara quase não conteve a risada.

Aquela garota agora sorria muito mais. Lembrava-se bem de quando a conhecera; Quitéria vivia de cara amarrada o tempo todo.

Não era à toa que todos diziam que trabalhar na Nuvem Pioneira fazia bem para a alma. Parecia que não era exagero.

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