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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 667

Naiara não teve escolha senão tirar o objeto da bolsa e entregá-lo.

Era um Selo de Jade Imperial.

Os caracteres no selo haviam sido esculpidos por ela mesma.

Era o nome dele.

Naiara havia estudado gravação de selos por um tempo no passado, mas acabou abandonando o hobby por falta de tempo. Só para lhe dar aquele presente, havia retomado a prática naqueles últimos dias.

Os cortes nos dedos foram causados por sua falta de prática no início.

Felizmente, com o tempo, ela pegou o jeito e a técnica fluiu melhor.

— Foi você quem esculpiu?

Afonso encarou o selo por um longo tempo.

Naiara respondeu com um murmúrio: — Sim.

Afonso puxou a mão dela. — Foi assim que se machucou?

— Foi.

— Na verdade, não precisava me dar nada.

Naiara, irritada, tomou o selo de volta.

— É verdade! Não vale nada e não vale a pena!

Os lábios de Afonso curvaram-se levemente.

— O que eu quis dizer é que machucar suas mãos para me dar um presente não vale a pena.

Naiara sentiu-se sufocada, distorcendo as palavras dele de propósito.

— Realmente não vale a pena. Eu já me arrependi. Se soubesse, não teria feito.

Afonso a abraçou por trás novamente.

— Me desculpe.

Sua voz soava entristecida.

Naiara se sentiu ainda pior ao ouvir aquilo.

— Desculpe pelo quê?

— Desculpe por tudo. Por qualquer coisa que a faça sofrer ou ficar triste, me desculpe.

Naiara rebateu, irritada: — Quem disse que estou triste? Não estou triste.

O homem parecia uma criança injustiçada.

— Mas eu estou triste. Estou muito triste.

O coração de Naiara apertou, mas ela não baixou a guarda nas palavras.

— E por que você estaria triste? Se você está triste, imagine as pessoas realmente sofridas neste mundo. Estão muito mais.

O homem mordiscou o pescoço dela como uma punição leve.

— Você sabe do que estou falando.

— Me dê.

Naiara apertou o selo na mão. — Não há mais necessidade.

— Me dê.

Naiara fechou o punho com força. — Eu disse que não há mais necessidade.

Afonso parecia começar a se irritar.

— Eu disse para me dar.

Os dois ficaram frente a frente, num impasse. Nenhum queria ceder.

Naiara trincou os dentes e arremessou o selo com toda a força.

O selo descreveu um arco no ar e caiu no lago ali perto.

— Sr. Afonso, a partir de agora, é melhor mantermos certa distância para que a Srta. Isabella não veja e fique aborrecida. Desejo que você e a Srta. Isabella tenham uma união duradoura e que construam uma família linda.

A brisa noturna tocou sua pele, trazendo um frio cortante. O homem sentiu um calafrio percorrer todo o corpo, um frio que vinha até dos ossos. Seu coração pareceu parar de bater, e algo dentro do seu peito inflava gradualmente, prestes a explodir.

Afonso deu as costas e foi embora.

Sem olhar para trás nenhuma vez.

Gualter retornou ao local e, ao ver a mulher encolhida no chão chorando alto, sentiu seu próprio coração apertar de um jeito inexplicável.

— Não tínhamos combinado de não chorar?

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