Naiara não teve escolha senão tirar o objeto da bolsa e entregá-lo.
Era um Selo de Jade Imperial.
Os caracteres no selo haviam sido esculpidos por ela mesma.
Era o nome dele.
Naiara havia estudado gravação de selos por um tempo no passado, mas acabou abandonando o hobby por falta de tempo. Só para lhe dar aquele presente, havia retomado a prática naqueles últimos dias.
Os cortes nos dedos foram causados por sua falta de prática no início.
Felizmente, com o tempo, ela pegou o jeito e a técnica fluiu melhor.
— Foi você quem esculpiu?
Afonso encarou o selo por um longo tempo.
Naiara respondeu com um murmúrio: — Sim.
Afonso puxou a mão dela. — Foi assim que se machucou?
— Foi.
— Na verdade, não precisava me dar nada.
Naiara, irritada, tomou o selo de volta.
— É verdade! Não vale nada e não vale a pena!
Os lábios de Afonso curvaram-se levemente.
— O que eu quis dizer é que machucar suas mãos para me dar um presente não vale a pena.
Naiara sentiu-se sufocada, distorcendo as palavras dele de propósito.
— Realmente não vale a pena. Eu já me arrependi. Se soubesse, não teria feito.
Afonso a abraçou por trás novamente.
— Me desculpe.
Sua voz soava entristecida.
Naiara se sentiu ainda pior ao ouvir aquilo.
— Desculpe pelo quê?
— Desculpe por tudo. Por qualquer coisa que a faça sofrer ou ficar triste, me desculpe.
Naiara rebateu, irritada: — Quem disse que estou triste? Não estou triste.
O homem parecia uma criança injustiçada.
— Mas eu estou triste. Estou muito triste.
O coração de Naiara apertou, mas ela não baixou a guarda nas palavras.
— E por que você estaria triste? Se você está triste, imagine as pessoas realmente sofridas neste mundo. Estão muito mais.
O homem mordiscou o pescoço dela como uma punição leve.
— Você sabe do que estou falando.
— Me dê.
Naiara apertou o selo na mão. — Não há mais necessidade.
— Me dê.
Naiara fechou o punho com força. — Eu disse que não há mais necessidade.
Afonso parecia começar a se irritar.
— Eu disse para me dar.
Os dois ficaram frente a frente, num impasse. Nenhum queria ceder.
Naiara trincou os dentes e arremessou o selo com toda a força.
O selo descreveu um arco no ar e caiu no lago ali perto.
— Sr. Afonso, a partir de agora, é melhor mantermos certa distância para que a Srta. Isabella não veja e fique aborrecida. Desejo que você e a Srta. Isabella tenham uma união duradoura e que construam uma família linda.
A brisa noturna tocou sua pele, trazendo um frio cortante. O homem sentiu um calafrio percorrer todo o corpo, um frio que vinha até dos ossos. Seu coração pareceu parar de bater, e algo dentro do seu peito inflava gradualmente, prestes a explodir.
Afonso deu as costas e foi embora.
Sem olhar para trás nenhuma vez.
Gualter retornou ao local e, ao ver a mulher encolhida no chão chorando alto, sentiu seu próprio coração apertar de um jeito inexplicável.
— Não tínhamos combinado de não chorar?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...