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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 657

Naiara cerrou os dentes e deu um chute na perna de Gualter por debaixo da mesa.

— King, a vice-presidente me chutou!

— Bem feito — respondeu Afonso.

— Então eu vou chutar de volta.

— Tente.

Gualter arqueou os lábios, dando um sorriso quase imperceptível.

Aquele sorriso foi visto por Quitéria, que ficou estática por um segundo.

Durante todo aquele tempo, ela nunca o vira sorrir.

Não imaginava que o sorriso dele fosse tão bonito.

Como o olhar de Gualter parecia ter se voltado na direção dela, Quitéria se assustou e abaixou a cabeça rapidamente.

— Ah, a propósito... — Gualter conseguiu ficar em silêncio por apenas dois minutos antes de abrir a boca de novo. — Eu não quero ir na confraternização amanhã. Não gosto de multidões.

— Como quiser — disse Afonso.

— Não pode — interveio Naiara.

Gualter fez um bico.

— A quem eu devo obedecer?

Nenhum dos dois respondeu.

Naiara retomou a palavra:

— A confraternização serve para estreitar os laços entre os colegas e fortalecer o espírito de equipe. Que história é essa de individualismo?

Gualter não pareceu se importar em levar uma bronca e se virou para Afonso.

— King, você é o chefe. Teoricamente, eu deveria te obedecer. Mas você disse que eu devo sempre estar ao lado da Naiara. Então agora eu tenho que escutar o que ela diz, né?

Afonso pousou os talheres e limpou a boca com elegância.

— Aproveitem a refeição.

— Termina de falar antes de ir! — protestou Gualter.

Afonso deu um tapinha no ombro dele.

— Hoje à noite, você fica fazendo hora extra sozinho.

Gualter deu de ombros.

— Por mim, tudo bem.

Afonso já estava a alguns passos de distância quando Gualter gritou:

— King, afinal, de quem eu recebo ordens?

A voz do homem soou neutra:

— Dela.

Gualter se inclinou em direção a Naiara.

— Por que eu tenho a impressão de que ele está com raiva?

— De tanto que você irritou ele — retrucou ela.

Naiara prendeu o sorriso nos lábios, mas ainda assim não falou com ele.

Queria ver até onde ele conseguiria aguentar.

Quando os dois saíram do elevador, Naiara deu dois passos e fingiu que algo estava errado. Franziu a testa e levou as duas mãos à barriga.

Afonso percebeu que a mulher não o estava acompanhando, parou e olhou para trás.

Ao vê-la assim, correu até ela, imediatamente tenso.

— Dor de barriga? É dor de barriga?

Naiara assentiu com a cabeça, com a voz abafada.

— Uhum, dói.

— Vamos para o hospital!

Afonso não pensou duas vezes e se curvou, pronto para pegá-la no colo.

Naiara o impediu, abrindo um sorriso travesso.

— Estamos na empresa.

Afonso percebeu que havia sido enganado.

— Você brinca com esse tipo de coisa?

Naiara estava de excelente humor.

— Senão, você ia voltar a falar comigo?

— E eu não estava falando com você?

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