— O King está ali. Vamos sentar lá?
— Não — cortou Naiara.
Os três se sentaram em um lugar bem distante de Afonso.
José mordiscava os talheres.
— Senhor, o que houve com vocês dois de novo?
Afonso continuou comendo devagar, sem perder a elegância.
— Por que está usando a palavra "de novo"?
— Não sei, tenho a impressão de que vocês vivem se desentendendo.
— Vivem?
— É, a sensação é essa.
— Então a sua sensação está errada.
— E por que hoje o senhor não chamou a minha deusa para comer? E quando ela nos viu aqui, não veio sentar com a gente. Fez questão de sentar bem longe.
Afonso ergueu os olhos e deu uma olhada rápida na direção deles.
— Coma sua comida.
Do outro lado.
Gualter deu duas garfadas e, de repente, se empolgou.
— Quitéria.
— Hum?
— Quer apostar comigo?
— Apostar?
— É.
— O quê?
Gualter apontou com o queixo na direção de Afonso.
— Apostar no King.
— No Sr. Afonso? Apostar o quê sobre o Sr. Afonso?
— Aposto que ele vai vir até a nossa mesa em menos de três minutos.
Quitéria pensou um pouco.
— Acho que não.
— Então você aposta que ele não vem? Eu aposto que vem. — Gualter se virou para Naiara. — E você, aposta o quê?
Naiara revirou os olhos para ele.
— Coma sua comida e fique quieto.
— E qual é o prêmio? — perguntou Quitéria.
Gualter pensou por um segundo.
— Se você perder, vai comprar meu café da manhã por um mês.
— E se você perder?
— Eu não vou perder.
Antes que Quitéria pudesse responder, ouviu Naiara soltar um grito de surpresa.
Gualter havia, aparentemente sem querer, virado um pouco da água do copo em cima dela.
A água estava morna, não quente, e Gualter havia feito mais um movimento exagerado do que realmente derramado líquido, mas o gesto foi o suficiente para assustar Naiara.
Logo após derrubar a água, Gualter começou a expressar sua "preocupação" em voz muito alta.
Mas, ao olhar para trás, deparou-se com José de pé, sorridente, segurando seu prato de comida ainda pela metade.
Gualter piscou para José.
Espertinho.
José colocou o prato ao lado de Naiara.
— Sente-se, Senhor.
Assim que Afonso se sentou, Quitéria se levantou num salto.
— Vou para a mesa ao lado.
Gualter rapidamente ocupou a cadeira dela.
— King, essa garota parece ter muito medo de você. Você é tão assustador assim?
José retrucou:
— Ela não tem medo do senhor Afonso. Ela apenas escolhe não ouvir e não ver. É uma pessoa inteligente.
— Vocês dois brigaram? — Gualter perguntou de repente.
— Não.
— Não.
Os dois responderam em uníssono.
Gualter assentiu com a cabeça, fingindo concordar.
— Que bom que não. Somos todos da mesma empresa. Entre colegas de trabalho, é preciso manter a harmonia. Não façam coisas que prejudiquem a união, não é legal.
José quase cuspiu a comida de tanto rir.
Na empresa inteira, apenas Gualter tinha coragem de ser tão insolente.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...