— Como... como você tem coisas de mulher aqui?
Afonso respondeu com calma:
— Da última vez que você quis passar a noite aqui, teve que ir embora só para buscar roupas limpas. Achei que isso fazia parecer que eu era um péssimo anfitrião, então deixei algumas coisas preparadas.
Que desculpa...
Aquilo parecia um pouco forçado.
— Vá tomar o seu banho logo. Quando você terminar, eu tomo o meu.
Sem discutir, Naiara entrou no banheiro.
Quando saiu, já vestia o pijama novo. O caimento era perfeito e o tecido, muito confortável.
Ela perguntou de forma casual:
— Foi você quem escolheu este pijama?
Afonso, que estava recostado na cama, fixou o olhar no rosto iluminado dela.
A pele de Naiara sempre fora bonita, mas agora, devido aos altos níveis de hormônios da gravidez, estava ainda mais radiante, impecável e alva. Depois do banho quente, as bochechas dela haviam ganhado um rubor natural que dava vontade de morder.
Afonso desviou o olhar, um pouco desconcertado.
— Fui.
Naiara deu um sorriso divertido.
— Você até que tem bom gosto para roupas.
— Foi a minha primeira vez.
— Primeira vez?
— Sim. Primeira vez comprando roupas para uma mulher.
Naiara abriu o armário novamente e pegou um edredom extra.
— Pode dormir na cama — disse Afonso.
— Da última vez, você estava com as costas machucadas e eu vim cuidar de você. No fim das contas, eu dormi na cama e você no sofá. Se for para te fazer dormir no sofá de novo, prefiro ir embora e te deixar sozinho.
Os olhos de Afonso oscilaram levemente.
— Se você dormir no sofá, eu não vou conseguir dormir.
— Se você não conseguir dormir, eu converso com você até o sono bater.
— Minha cabeça está doendo, não posso conversar muito.
Naiara suspirou, impotente.
— E o que você sugere, então?
— Durma na cama comigo.
Naiara paralisou.
— Nós podemos usar cobertores separados — continuou ele. — É praticamente a mesma coisa que dormir em camas diferentes. Além disso, minha cabeça está latejando tanto que, mesmo que eu quisesse tentar alguma coisa, não teria forças. Não se preocupe, não sou o tipo de homem que só pensa com a cabeça de baixo.
Naiara soltou uma risada.
— Eu nunca pensei isso de você.
Afonso estava de olhos abertos, encarando-a fixamente. O peso daquele olhar fez com que ela não soubesse para onde olhar.
Com um tom que misturava ordem e dengo, Naiara ordenou:
— Feche os olhos.
De forma surpreendentemente obediente, Afonso cerrou as pálpebras.
Naiara começou a massageá-lo com movimentos suaves.
Aos poucos, no entanto, seu olhar foi atraído para os lábios dele.
O formato era perfeito, como se esculpido à faca. O contorno era nítido, delineado como o traço impecável de um pintor. A textura, sem dúvida, excelente.
Textura...
As orelhas de Naiara começaram a queimar.
Que inferno, por que ela estava pensando na textura dos lábios dele?
Mas sua mente já estava dominada pela lembrança viva de quando os lábios e línguas de ambos se entrelaçaram no passado.
O coração de Naiara começou a bater freneticamente no peito.
Ela nunca negou para si mesma: gostava da sensação de beijá-lo.
De repente, o homem abaixo dela abriu os olhos.
Pega no flagra, Naiara desviou o olhar em pânico, o calor das orelhas se espalhando imediatamente para o resto do rosto.
Os olhos profundos do homem brilharam com um fogo ardente. Uma de suas mãos escorregou para a nuca de Naiara e, com uma leve pressão, ele a puxou para baixo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...