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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 642

Naiara conteve as próprias emoções.

— Ainda está doendo muito?

— Ainda... — Os olhos do homem vacilaram por um momento antes de franzir a testa num vinco profundo. — Sim, está doendo bastante.

— Então vamos rápido para o hospital. Como pode estar doendo há tanto tempo? Será que é intoxicação alcoólica?

— Não sei. Só sei que dói muito.

Naiara olhou em volta.

— Como você chegou até aqui?

— De táxi.

— Então eu te levo para o hospital.

— Não quero ir para o hospital.

Naiara suspirou, um misto de frustração e pena.

— Como assim não quer ir ao hospital, doendo desse jeito?

Afonso massageou as têmporas.

— Não quero. Se eu for, vai doer ainda mais.

— O médico da família! Claro, você tem um médico particular, não tem? Ligue para ele agora mesmo e mande-o ir para a sua casa.

— Tudo bem. Mas vou precisar que você me leve de volta.

Sem pensar duas vezes, Naiara assentiu.

— Eu te levo agora mesmo.

Ao entrarem no carro, Naiara percebeu que Afonso não havia colocado o cinto de segurança. Imaginando que ele estivesse com tanta dor que nem queria se mover, ela se inclinou sobre ele para prendê-lo.

A fragrância suave que exalava dos cabelos dela invadiu as narinas de Afonso. Ele abaixou o olhar e observou o perfil do rosto dela, tão concentrado e genuinamente preocupado. Seu humor melhorou instantaneamente.

Naiara pisou no acelerador com um pouco de pressa.

Afonso alertou suavemente:

— Não dirija tão rápido.

— Fique tranquilo, eu dirijo bem.

— Se você acelerar, minha cabeça vai doer mais.

Imediatamente, Naiara reduziu a velocidade.

Quando chegaram ao residencial Pátio do Luar, o médico da família também acabava de chegar.

Naiara ajudou Afonso a se deitar na cama.

O médico o examinou minuciosamente.

— Jovem mestre, você...

Uma mão escorregou sorrateiramente por debaixo das cobertas e cutucou a perna do médico.

A expressão do doutor mudou no mesmo instante.

— Jovem mestre, essa sua dor de cabeça não é brincadeira. Você precisa repousar rigorosamente, caso contrário, isso poderá deixar sequelas.

— Então eu durmo aqui mesmo. Não tem um sofá na sala? Eu durmo no sofá.

— Você acha... que isso é apropriado?

Naiara sentiu que algo não se encaixava.

— Afonso, você não está fingindo, está?

Afonso fechou os olhos e soltou um suspiro profundo.

— Pode fingir que estou fingindo, se preferir.

Ouvir aquilo a deixou ainda mais agoniada.

— Falei besteira, me desculpe.

Afonso não respondeu. Sua expressão estava mergulhada em uma melancolia sombria.

Incapaz de suportar aquela tensão, Naiara se levantou.

— Vou ao banheiro me lavar.

Afonso segurou o pulso dela.

— Fique aqui no quarto. No armário tem roupas limpas.

Naiara abriu o armário.

E não é que tinha de tudo?

Toalhas, pijamas femininos e até roupas íntimas descartáveis...

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