O jantar finalmente chegou ao fim.
Os ouvidos de Naiara voltariam a ter paz.
Leonardo chamou Carlos em um canto.
— Sr. Carlos, o nosso colega aqui bebeu demais. Seria muito incômodo se você o levasse em casa?
Carlos lançou um olhar para Naiara antes de responder:
— Tudo bem.
Era evidente que ele estava contrariado.
Assim que Carlos partiu, Naiara suspirou, aliviada.
Ela sabia que Leonardo havia despachado Carlos de propósito.
Tudo para evitar que ele continuasse a assediá-la.
— Obrigada, Padrinho.
Com todos longe, Naiara voltou a usar o tratamento carinhoso.
Leonardo a encarou com seriedade.
— O que o Carlos disse hoje não me pareceu mentira. Ele realmente quer reatar o casamento com você. O que você acha disso?
Naiara deu um sorriso leve.
— Padrinho, o senhor acha mesmo que eu seria tola o suficiente para tropeçar na mesma pedra duas vezes?
Leonardo concordou.
— Que bom. Se algo já deu errado uma vez, não repita o mesmo erro. Homens bons não faltam por aí, e, convenhamos, o Carlos está longe de ser um deles.
Aquela avaliação foi certeira.
Naiara abraçou o braço de Leonardo.
— Eu sei, Padrinho. Fique tranquilo, sua afilhada não é tão boba assim.
— O meu medo é que você ainda sinta algo por ele. Se ele começar a insistir, te cercar o tempo todo, você pode acabar cedendo em um momento de fraqueza...
— Isso é impossível. Eu não sinto absolutamente mais nada pelo Carlos, além disso, eu estou grá...
Ela falou tão rápido que quase deixou escapar a gravidez. Felizmente, mordeu a língua e conseguiu se conter a tempo.
Mas Leonardo acabou completando a frase por ela do seu próprio jeito:
— Você já está gostando de outra pessoa, não é?
Naiara fez um biquinho.
— Que nada...
— É o Afonso, não é?
Naiara paralisou por dois segundos.
— Não, claro que não...
Leonardo quis dizer mais alguma coisa, mas, ao pensar bem, decidiu guardar para si.
Deixa para lá.
Que as coisas seguissem o seu curso.
Enquanto não chegassem até o fim, ninguém poderia prever se aquilo seria uma maldição ou o verdadeiro amor.
Naiara acompanhou Leonardo até o carro.
Ele recomendou antes de fechar a porta:
— Dirija com cuidado, não tenha pressa. Quando chegar em casa, me mande uma mensagem para avisar que está bem.
— Eu... vim ver você.
— E por que não veio na hora da recepção?
— Não estava me sentindo bem.
Naiara lutou contra a vontade de tocar a testa dele.
— O José me disse que você bebeu demais ontem.
— Sim.
— E por que bebeu tanto?
— O Fábio estava chateado, eu só o acompanhei.
Naiara o olhou com ceticismo.
— Tem certeza de que não foi você quem quis beber?
— Não foi.
Naiara inclinou a cabeça, os olhos faiscando.
— Se você mentir para mim, nós nunca mais vamos nos falar.
Afonso cedeu:
— Fui eu quem quis beber. Não foi para acompanhar o Fábio. Eu queria ver se afogar as mágoas no álcool realmente funcionava.
Naiara sentiu uma pontada no peito, mas forçou uma expressão impassível.
— E como foi a sensação?
— Nada boa. Minha cabeça está doendo muito.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...