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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 622

Afonso soltou um suspiro profundo e pesado.

— É verdade, vou vê-la mais tarde...

Só não poderia mais abraçá-la. Muito menos beijá-la.

Ele tinha que obedecer ao que ela disse.

José estava prestes a falar algo quando, de repente, ouviu o homem ao seu lado reclamar feito uma criança injustiçada:

— José, ela nem sequer olhou para trás.

José teve vontade de rir, mas a situação não permitia.

— Senhor Afonso?

Uma voz familiar chamou.

Afonso virou a cabeça.

— Felícia.

Felícia segurava uma sacola de compras.

— Veio trazer a menina Naiara?

— Sim.

— E por que está aí parado na calçada? Suba.

— Não...

— Anda, anda, sobe logo. Não tem cabimento chegar até aqui e não entrar! Pode subir, tenho uma sopa deliciosa de pato no fogo. Deve estar com fome, aproveite e coma com a gente.

Sem dar espaço para recusas, Felícia o puxou pelo braço em direção à entrada.

Após dar alguns passos, lembrou-se de que havia mais alguém.

— José, venha logo! Somos todos da família, para que tanta cerimônia? Vou ter que implorar um por um?

A hospitalidade dela era esmagadora.

Educadamente, José correu para ajudar Felícia a carregar as sacolas.

— Felícia, a Srta. Naiara me disse que os bolinhos que você faz são deliciosos.

Felícia abriu um sorriso largo.

— Quer provar? Sem problema! Assim que eu tiver um tempo, faço para você e peço para a menina Naiara te entregar.

José continuou:

— O Gualter também quer provar.

Naiara segurou a manga do paletó dele para enxugar as lágrimas, assoou o nariz no tecido e, por fim, deu um soquinho no peito dele.

— O que você está fazendo aqui? Quem mandou você vir! Que ódio!

Afonso segurou os ombros dela, ajudou-a a se levantar e, sem se importar com a presença de Felícia, a puxou para um abraço apertado.

— Shh... não chore mais, está bem?

Irritada e nervosa, Naiara bateu o pé.

— Quem está chorando?! Foi areia que caiu no meu olho!

O homem parecia estar consolando uma garotinha birrenta, e sua voz soou naturalmente mais suave e afetuosa:

— Certo, certo. Quer que eu assopre para tirar a areia?

— Não! Eu não quero olhar para a sua cara!

— Isso não vai dar. Foi a Felícia quem me convidou para subir.

Afonso a soltou um pouco, afagando seus longos cabelos com os dedos.

— Minha gatinha chorona está com o rosto todo borrado. Olha só, até o Bolinha está rindo de você.

E ali estava Bolinha, sentado no chão, com a linguinha de fora, compondo perfeitamente a cena.

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