Felícia, que já tinha percebido o que estava acontecendo, cobriu a boca para rir.
— Menina, você estava chorando por causa do Senhor Afonso?
Naiara ficou morta de vergonha.
— Não! Claro que não! Eu só... eu só...
— Olha, menina, se você me dissesse que você estava maltratando o Senhor Afonso, eu até acreditaria. Mas que ele estava te fazendo chorar? Duvido muito. Com esses meus olhos velhos, eu vejo muito bem como ele te trata como uma rainha. Ele te maltratar? Só se o sol nascer no oeste.
José sorriu e concordou:
— Mesmo que o sol nasça no oeste, o nosso jovem mestre nunca faria mal à Srta. Naiara.
Felícia assentiu:
— Exatamente! Então, menina, foi você que fez birra, não foi? Tem vezes que você age igualzinho a uma criança.
— Felícia! — O rosto de Naiara ardeu. — De que lado você está, afinal?
— Do lado de quem te faz bem.
Bolinha abanou o rabo para Felícia.
— A propósito, de onde surgiu esse cachorro? Você está grávida, como me traz um cachorro para casa? Não sabe que...
— Felícia — Afonso a interrompeu gentilmente. — O cachorro é um presente para a Natália. Ela adora filhotes, então Naiara fez questão de trazer. Ele já foi examinado e não tem nenhum problema de saúde. Desde que Naiara não mexa nas fezes do cachorro, está tudo bem. Não se preocupe.
Ao ouvir isso, o rosto de Felícia se iluminou em um sorriso.
— Se você diz que não tem problema, então confio. Bom, se a Natália gosta, eu vou cuidar muito bem dele. Pensando bem, com um bebezinho e um cachorrinho logo, essa casa gigante finalmente vai ficar cheia de vida.
Naiara forçou um sorriso amarelo.
Essa Felícia era impossível...
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Carlos Lucca mal pisou na mansão da Baía Esmeralda e já ouviu os gritos histéricos e desolados ecoando lá de dentro.
Ele não teve pressa em entrar. Permaneceu na porta, fumando um cigarro.
Quando terminou e abriu a porta, a babá correu até ele, sussurrando queixas:
— Senhor Carlos, que bom que o senhor chegou! A senhora está com um temperamento cada vez pior. Vá ver a sala de estar, ela jogou as coisas por toda parte. O quarto também está um caos.
— A criança chora de fome, e ela nem liga. O menino até emagreceu nesses últimos dias.
Sentia um nojo indescritível daquela palavra: "marido".
Carlos de repente se lembrou de algo do passado.
Foi na noite em que ele se casou com Naiara. Seus pensamentos estavam apenas em Adriana; ele se recusou a consumar o casamento e a deixou sozinha no quarto nupcial.
Naiara correu atrás dele e perguntou: "Marido, aonde você vai?"
Na época, ele odiou aquele tratamento e a repreendeu severamente: "Nunca mais me chame assim de novo!"
Ela tinha sido muito obediente. A partir daquele dia, ele nunca mais ouviu aquela palavra sair da boca dela.
Agora ele queria muito ouvir, mas já não era mais possível.
Será que as coisas que perdemos realmente não voltam nunca mais?
Carlos suspirou.
Mas o suspiro não foi pela mulher patética à sua frente.
Foi por si mesmo.
Ele suspirava por ter perdido a coisa mais preciosa de sua vida.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...