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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 615

Ao pensar em Isadora Coelho, o sorriso de Naiara Jasmim desapareceu lentamente.

— Afonso Xavier.

Afonso sussurrou suavemente: — Hum? O que foi?

— Eu...

O toque abrupto do telefone interrompeu a fala de Naiara.

Era o celular de Afonso.

No identificador de chamadas: Fábio Marques.

Afonso colocou no viva-voz.

A voz de Fábio havia perdido grande parte da sua energia de sempre, soando bastante abafada.

— Afonso, você está com a Naiara agora?

— Sim, estamos juntos. — respondeu Afonso.

— Imaginei.

— Aconteceu alguma coisa?

— Um pouco.

— Não parece ser algo bom.

O suspiro de Fábio foi inegavelmente pesado.

— Eu nem sei dizer se é bom ou ruim.

— Conta logo. — disse Afonso.

Fábio fez uma pausa de alguns segundos.

— Deixa para lá, melhor esperar vocês voltarem.

— Não pode falar agora?

— Não é que eu não possa, mas prefiro falar pessoalmente. Quando vocês voltam?

— Saímos amanhã de manhã e devemos chegar por volta do meio-dia. Mas, assim que chegarmos, temos que passar no hospital primeiro para ver a Natália.

— Sem problemas. Então, vamos marcar de jantar.

— Fechado.

Após desligar o telefone, Afonso comentou: — Conheço o Fábio há anos e é raro ouvi-lo falar com esse tom de voz. Ele deve estar passando por um problema sério.

Naiara permaneceu em silêncio.

As chances eram de nove em dez de que o motivo fosse Isadora.

Ter perdido a primeira vez de forma tão descuidada foi um golpe e tanto para Isadora, e por isso ela estava tendo dificuldades para superar a situação.

Mas Fábio também não era um homem irresponsável; para arcar com as consequências, ele preferia se casar com ela.

Porém, se Isadora se recusasse a casar, o que ele faria?

Ao notar que ela franzia levemente as sobrancelhas, Afonso disse: — Estamos quase chegando ao topo.

Naiara saiu de seus pensamentos e olhou para fora.

A paisagem era realmente linda, de uma beleza embriagadora.

Ela sonhou que vestia um imaculado vestido de noiva branco, caminhando passo a passo na direção dele.

E Afonso, em um elegante terno branco, esbanjando nobreza e charme, estendia a mão, esperando que ela se aproximasse, com um olhar transbordando de devoção.

Eles trocaram alianças e se beijaram apaixonadamente, enquanto aos seus ouvidos chegavam os aplausos da multidão e as mais belas bênçãos.

Aquele sonho... tinha sido maravilhoso.

No dia seguinte, Naiara acordou.

Quitéria já havia despertado mais cedo, mas, para não atrapalhar o sono de Naiara, estava sentada na cama mexendo no celular.

Naiara esfregou os olhos sonolentos e se espreguiçou.

Quitéria abriu um sorriso doce.

— Sra. Naiara, você acordou.

Naiara murmurou um "hum" preguiçoso. — Que horas são?

Quitéria olhou as horas. — Oito e vinte.

Oito e vinte!

Meu Deus!

Ela tinha dormido direto até aquela hora.

Naiara se lembrava de Afonso ter dito no dia anterior que eles partiriam de volta para Rio Belo às nove.

Ela se sentou na cama em um sobressalto.

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