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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 614

— Acho que a nossa amizade realmente chegou ao fim.

— Por minha causa?

Naiara o encarou, estupefata.

— Você...

— Eu sei — afirmou ele, com a voz calma.

A surpresa dela era nítida.

— Você sabe?!

— Sim, eu sei.

Ainda incrédula, ela questionou:

— E o que exatamente você sabe?

Afonso pegou a mão dela, envolvendo-a com firmeza entre as suas. A palma dele era sempre tão quente que a sensação parecia irradiar até o coração de Naiara.

— Eu sei que ela gosta de mim.

Naiara arregalou os olhos.

— Como você descobriu isso?

— Pelo jeito que ela me olhava. — Os lábios de Afonso se curvaram num sorriso carregado de puro fascínio e adoração. — Você acha que eu sou como certas pessoas, que mesmo quando tudo está tão escancarado na sua frente, ainda não conseguem enxergar o que a palavra "gostar" significa?

Naiara cutucou a bochecha dele de leve.

— Uau. Você é o senhor Afonso, o todo-poderoso de Rio Belo, o único herdeiro da família Xavier. Quando a família Xavier bate o pé, toda a cidade de Rio Belo precisa tremer. E eu, o que eu sou? Apenas a herdeira arruinada que foi expulsa de casa pela família Jasmim, a mulher rejeitada que a família Lucca varreu para fora da porta. Alguém na minha posição... como ousaria acreditar que um homem como você pudesse se apaixonar por mim?

Afonso a puxou de volta para o seu colo, escondendo o rosto no pescoço dela e sussurrando:

— Ainda bem que a família Lucca a expulsou. Senão, como eu teria encontrado um tesouro tão raro? Pensando bem, acho que devo agradecer ao Carlos. Se ele não a tivesse tratado tão mal, você não teria perdido todas as esperanças, e eu passaria a vida inteira esperando sem ter a minha chance.

Naiara encolheu os ombros, sentindo um calor doce preencher seu peito.

— Ai, para, faz cócegas.

Ele baixou a cabeça, depositando um beijo suave na pele sensível de seu pescoço.

— Vou te contar um segredo. Quer ouvir?

— O que é?

— Na verdade, quando soube que você tinha se divorciado, passei dias comemorando em segredo.

Naiara não conseguiu segurar a risada.

— Isso não é o que chamam de rir da desgraça alheia?

O homem a observava com um olhar profundo, transbordando afeto. De repente, ele se inclinou e tomou os lábios macios e avermelhados de Naiara em um beijo arrebatador.

O gemido abafado que escapou da garganta dela foi instantaneamente engolido pela intensidade possessiva daquele beijo.

Quando finalmente se separaram, com as respirações descompassadas, Naiara umedeceu os lábios inchados e provocou, fingindo indiferença:

— Tudo bem se não gostou. Eu compro outro presente para você.

Afonso pegou a medalha das mãos dela.

— O fato de você ter trazido uma glória tão imensa para a Nuvem Pioneira já foi o melhor presente que eu poderia receber. Quanto à medalha, você deve ficar com ela. É a sua conquista pessoal, tem um grande valor sentimental.

— Mas assim parece que eu não te dei absolutamente nada — argumentou ela.

Afonso esticou a mão, afastando delicadamente uma mecha de cabelo que caía sobre a testa de Naiara.

— Eu não acabei de dizer? Vencer a competição já foi o meu presente.

Naiara fez um biquinho teimoso.

— Não é a mesma coisa. Eu faço questão de te dar algo palpável.

Afonso arrastou a última sílaba, com um tom rouco e sedutor:

— Está bem. Então, pense com bastante carinho no que vai me dar.

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