Após três dias de disputas acirradas, a grande final finalmente havia chegado.
Na manhã da decisão, Naiara Jasmim levantou-se bem cedo. Enquanto ia ao banheiro para escovar os dentes, uma onda súbita de enjoo a atingiu, fazendo-a debruçar-se sobre a pia, engolindo em seco com fortes ânsias de vômito.
Já fazia um bom tempo que ela não tinha uma reação tão intensa.
Quitéria ouviu o barulho e correu para dentro do banheiro.
— Senhorita Naiara, a senhora está bem?
A gravidez de Naiara já não era segredo para quase ninguém na empresa.
No entanto, todos ainda acreditavam que o filho que ela carregava no ventre era de Carlos Lucca.
Naiara também nunca fez questão de desmentir.
Não importava de quem era a criança; o que realmente importava era que o bebê era apenas dela.
Naiara vomitava a ponto de sentir o mundo girar, dominada por um mal-estar terrível.
Quitéria, desesperada por não saber o que fazer, tomou uma decisão.
— Vou chamar o Senhor Afonso.
Naiara sequer teve tempo de tentar impedi-la.
De chinelos e tudo, Quitéria correu até a porta ao lado e bateu freneticamente.
José foi quem abriu.
— Quitéria? O que aconteceu? Por que está batendo desse jeito?
Quitéria perguntou, afobada:
— Onde está o Senhor Afonso?
José apontou por cima do ombro.
— Lá dentro. Qual o problema?
Quitéria não esperou e simplesmente invadiu o quarto.
— Senhor Afonso!
Ao ver a cena diante de si, Quitéria virou-se de costas, completamente envergonhada.
Afonso Xavier vestia apenas um roupão branco com a faixa frouxamente amarrada na cintura, revelando parte de sua pele clara e fria. Com as sobrancelhas marcantes e o olhar gélido, seus traços pareciam esculpidos à mão. Ele devia ter acabado de sair do banho, pois os cabelos ainda estavam úmidos, exalando uma tensão sexual indescritível.
Quitéria se arrependeu amargamente.
Se soubesse, não teria invadido de forma tão imprudente.
Ela esperava que Afonso a repreendesse, mas a primeira coisa que ele disse foi:
— Aconteceu alguma coisa com a Naiara?
Ele conhecia Quitéria. Sabia que ela jamais entraria daquela forma a menos que fosse uma emergência crítica.
E essa emergência, com absoluta certeza, envolvia Naiara.
Naiara virou o rosto para encará-lo, a pele terrivelmente pálida.
Naquele instante, Afonso sentiu o próprio coração se apertar. Ele deu mais alguns passos rápidos, abaixou-se ao lado dela e perguntou, com a voz mansa:
— Quer que eu te leve ao hospital?
Os olhos de Naiara estavam marejados pelo esforço do vômito, fazendo-a parecer uma criança que acabara de chorar, com uma expressão de pura vulnerabilidade.
— Hoje é a grande final. Eu não vou a lugar nenhum.
— Sua saúde vem em primeiro lugar.
Naiara balançou a cabeça em recusa.
— É apenas enjoo matinal. Vou ficar bem se descansar um pouco. A competição é a prioridade, eu não posso ir embora de jeito nenhum.
Afonso franziu a testa.
— Mesmo que você desista da competição, eu jamais a culparia.
— Mas eu me culparia. Essa competição é muito importante para mim.
— Vai ignorar sua própria saúde por causa de um torneio?
— Já disse que estou bem. Eu ainda quero ver com meus próprios olhos a nossa equipe levar o campeonato.
Sem conseguir convencê-la, Afonso não teve outra escolha. Ele a pegou no colo com cuidado e a carregou de volta para a cama.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...