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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 599

O beijo foi rápido, durando apenas um instante.

Afonso não teve sequer tempo de reagir.

O calor residual e o toque macio que permaneceram em seus lábios eram a única prova de que, sim, ela realmente o havia beijado.

O pomo de adão do homem subiu e desceu, enquanto uma voz magnética, baixa e rouca escapava de sua garganta.

— Você...

Naiara abriu um sorriso encantador.

— Uma recompensa para você.

Os dedos de Afonso, apoiados nas próprias coxas, se contraíram.

— Recompensa?

— Sim — Naiara tentava conter as batidas frenéticas do próprio coração e o desejo absurdo de abraçá-lo. — Você tem sido tão bom para mim, eu devia te dar alguma recompensa. Embora eu não possa te oferecer meu corpo em sacrifício, um beijo não tem problema, certo?

A voz do homem ficou ainda mais rouca, e seus olhos ardiam com um fogo intenso e devorador.

— Tem problema sim.

Naiara não soube como interpretar aquelas palavras e sentiu o rosto esquentar, levemente constrangida.

— Eu...

— Não é o bastante.

Ela piscou, surpresa.

— O quê?

— Um beijo está muito longe de ser o bastante.

— Então você...

O rosto do homem se aproximou abruptamente. A milímetros de distância, a respiração quente dele batia contra o rosto dela, e seus lábios roçavam os dela de forma quase imperceptível, proposital e torturante.

— Eu quero... uma recompensa maior.

Ele apoiou as duas mãos ao lado do corpo dela, fechou os olhos e capturou os lábios que tanto desejava.

Foi um beijo terno, mas profundamente envolvente.

A respiração dele estava pesada, evidenciando o esforço monumental que fazia para se conter.

A mente de Naiara deu um estrondo, como se uma barragem tivesse se rompido.

Por um milésimo de segundo, ela se arrependeu de ter tomado a iniciativa.

Mas, ao mesmo tempo, não havia arrependimento algum.

Precisando de um ponto de apoio, ela agarrou os braços firmes do homem, escolhendo esquecer de tudo e de todos, e lentamente fechou os olhos.

Uma entrega absoluta. Os suspiros ofegantes se misturavam no ar impregnado de desejo, nublando a sanidade de ambos.

Então... beijar podia ser algo tão maravilhoso assim.

Instintivamente, as mãos de Naiara subiram, envolvendo o pescoço de Afonso. Com um leve puxão dela, os dois caíram sobre a cama.

Mesmo imerso na paixão, ele não esqueceu de manter os braços firmemente apoiados nas laterais, sustentando o próprio peso.

Ele tinha pavor de machucá-la.

Uma dor aguda atravessou o peito de Naiara, e ela murmurou com a voz embargada:

— Afonso...

Afonso abriu os olhos abruptamente, interrompendo qualquer movimento. O corpo em chamas gritava por mais, rasgando seus nervos e submetendo-o a uma verdadeira tortura.

— E então?

— E então... — ela sorriu, com o charme hipnótico de uma raposa mística, sedutora e irresistível. — E daí se fizermos?

Afonso respirou fundo. Só ele sabia o quanto estava sendo dilacerante parar exatamente naquele momento.

Mas ele não queria agir por impulso.

— Naiara, eu sou um homem normal. Eu realmente vou...

Ela o puxou pelo pescoço.

— Venha.

Mas, em vez de ceder, ele segurou as mãos dela, afastando-as, e saiu de cima dela.

— Não.

Naiara sentiu uma ponta de decepção inexplicável.

— Por que não?

Afonso sentou-se de costas para ela. Seu tom de repente tornou-se extremamente sério.

— Responda a mais uma pergunta.

— Pode falar.

— Aceita se casar comigo?

Naiara paralisou.

Ela achava que, no máximo, ele perguntaria se ela queria ficar com ele.

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