Mas o que ele perguntou foi se ela aceitava se casar com ele.
O sorriso de Naiara carregou um toque de amargura.
— Você se casaria comigo?
A resposta dele foi firme e inabalável.
— Se você aceitar, eu me caso.
— E quanto às suas responsabilidades? Aos seus compromissos? O que faria com eles?
— Eu resolvo tudo. Você não precisa se preocupar com nada, só precisa ficar quietinha ao meu lado.
— E a Srta. Isabella?
O homem hesitou por alguns segundos.
— Eu vou conversar com ela.
As mãos de Naiara passaram por baixo dos braços dele, abraçando-o por trás.
Ela estava muito satisfeita com aquelas respostas.
Era o suficiente.
Contudo, Naiara sabia perfeitamente que, se Afonso realmente decidisse enfrentar todos aqueles problemas, o caminho seria árduo e doloroso para ele.
Afonso continuava sentado, com a postura rígida, lutando contra a vontade desesperada de abraçá-la.
— Então, qual é a sua resposta?
— Não, eu não aceito.
A resposta não poderia ser mais clara, mas Afonso insistiu, com urgência, esperando que ela mudasse de ideia.
— Eu não quero me casar com você. O mundo da alta sociedade é uma prisão disfarçada de ouro. Casar com uma família rica é cansativo demais. Já passei por isso uma vez e não quero repetir o erro.
Afonso fechou os olhos, os dedos se curvando lentamente até formarem punhos apertados.
— Então por que você fez aquilo?
Naiara respondeu com uma leveza displicente:
— Eu já disse, só me deu vontade de fazer na hora.
Uma onda de fúria revirou o peito de Afonso, e a mudança em sua expressão foi visível a olho nu.
Ele se levantou de supetão, virou-se para encará-la e sua voz soou alguns tons mais grave.
— Você tem noção de que eu vou levar isso a sério?
Mesmo furioso, ele não tinha coragem de despejar toda a sua raiva nela.
Naiara não conseguia entender o motivo de tanta irritação.
— Não é bom que você não precise assumir responsabilidade nenhuma? Você continua sendo você mesmo, faz o que tem que fazer, carrega os fardos que tem que carregar. Não é melhor assim?
As sobrancelhas do homem se uniram em um vinco profundo. Seus cílios tremiam levemente, denunciando o esforço colossal para manter o controle.
Após um longo silêncio, os lábios finos se abriram para disparar, com frieza, uma única palavra:
— Péssimo!
Carlos esbanjava autoconfiança.
— Minha equipe já preparou tudo. Não preciso me envolver.
— Quase esqueci. Você é um zero à esquerda quando se trata de tecnologia.
Carlos congelou por um instante, mas logo abriu um sorriso cínico.
— Ainda bem que sou um zero à esquerda, não é? Caso contrário, você não teria conseguido roubar dados tão vitais da minha empresa no passado.
Quando Naiara viu Gualter se aproximando, sentiu como se tivesse encontrado a salvação.
Aquele homem, que nunca jogava pelas regras e ignorava qualquer etiqueta social, muitas vezes era a melhor arma de ataque disponível.
— Bom dia, Sr. Carlos.
Carlos já não suportava olhar para a cara dele, mas ainda tentava manter o mínimo de verniz social.
— Bom dia.
— Acordou cedo para vir se confessar aos pés da minha deusa? — disparou Gualter. — Mas para pedir perdão tem que ter sinceridade, sabia? Tem que ser de joelhos.
Antes mesmo que Carlos pudesse retrucar, Gualter continuou no seu tom debochado:
— Sr. Carlos, você ainda acha que é o protagonista da vida da Naiara? Acorda, cara, você já virou figurante faz tempo.
A compostura de Carlos desmoronou, e ele apelou para a baixaria.
— Você não sabe falar como gente não, porra?!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...