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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 600

Mas o que ele perguntou foi se ela aceitava se casar com ele.

O sorriso de Naiara carregou um toque de amargura.

— Você se casaria comigo?

A resposta dele foi firme e inabalável.

— Se você aceitar, eu me caso.

— E quanto às suas responsabilidades? Aos seus compromissos? O que faria com eles?

— Eu resolvo tudo. Você não precisa se preocupar com nada, só precisa ficar quietinha ao meu lado.

— E a Srta. Isabella?

O homem hesitou por alguns segundos.

— Eu vou conversar com ela.

As mãos de Naiara passaram por baixo dos braços dele, abraçando-o por trás.

Ela estava muito satisfeita com aquelas respostas.

Era o suficiente.

Contudo, Naiara sabia perfeitamente que, se Afonso realmente decidisse enfrentar todos aqueles problemas, o caminho seria árduo e doloroso para ele.

Afonso continuava sentado, com a postura rígida, lutando contra a vontade desesperada de abraçá-la.

— Então, qual é a sua resposta?

— Não, eu não aceito.

A resposta não poderia ser mais clara, mas Afonso insistiu, com urgência, esperando que ela mudasse de ideia.

— Eu não quero me casar com você. O mundo da alta sociedade é uma prisão disfarçada de ouro. Casar com uma família rica é cansativo demais. Já passei por isso uma vez e não quero repetir o erro.

Afonso fechou os olhos, os dedos se curvando lentamente até formarem punhos apertados.

— Então por que você fez aquilo?

Naiara respondeu com uma leveza displicente:

— Eu já disse, só me deu vontade de fazer na hora.

Uma onda de fúria revirou o peito de Afonso, e a mudança em sua expressão foi visível a olho nu.

Ele se levantou de supetão, virou-se para encará-la e sua voz soou alguns tons mais grave.

— Você tem noção de que eu vou levar isso a sério?

Mesmo furioso, ele não tinha coragem de despejar toda a sua raiva nela.

Naiara não conseguia entender o motivo de tanta irritação.

— Não é bom que você não precise assumir responsabilidade nenhuma? Você continua sendo você mesmo, faz o que tem que fazer, carrega os fardos que tem que carregar. Não é melhor assim?

As sobrancelhas do homem se uniram em um vinco profundo. Seus cílios tremiam levemente, denunciando o esforço colossal para manter o controle.

Após um longo silêncio, os lábios finos se abriram para disparar, com frieza, uma única palavra:

— Péssimo!

Carlos esbanjava autoconfiança.

— Minha equipe já preparou tudo. Não preciso me envolver.

— Quase esqueci. Você é um zero à esquerda quando se trata de tecnologia.

Carlos congelou por um instante, mas logo abriu um sorriso cínico.

— Ainda bem que sou um zero à esquerda, não é? Caso contrário, você não teria conseguido roubar dados tão vitais da minha empresa no passado.

Quando Naiara viu Gualter se aproximando, sentiu como se tivesse encontrado a salvação.

Aquele homem, que nunca jogava pelas regras e ignorava qualquer etiqueta social, muitas vezes era a melhor arma de ataque disponível.

— Bom dia, Sr. Carlos.

Carlos já não suportava olhar para a cara dele, mas ainda tentava manter o mínimo de verniz social.

— Bom dia.

— Acordou cedo para vir se confessar aos pés da minha deusa? — disparou Gualter. — Mas para pedir perdão tem que ter sinceridade, sabia? Tem que ser de joelhos.

Antes mesmo que Carlos pudesse retrucar, Gualter continuou no seu tom debochado:

— Sr. Carlos, você ainda acha que é o protagonista da vida da Naiara? Acorda, cara, você já virou figurante faz tempo.

A compostura de Carlos desmoronou, e ele apelou para a baixaria.

— Você não sabe falar como gente não, porra?!

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