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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 598

Naiara também foi para o seu quarto. Após um banho rápido, deitou-se.

Suas pálpebras pesavam tanto que não demorou a adormecer.

Porém, mais tarde, ela acordou tossindo.

Ao abrir os olhos, viu Afonso sentado na beira de sua cama.

Naiara achou que estivesse sonhando. Olhou ao redor.

Não, era mesmo o quarto que dividia com Quitéria.

Quitéria?

A cama ao lado estava vazia. Onde ela estava?

Afonso serviu um copo d'água e o levou aos lábios de Naiara.

— Beba um pouco para molhar a garganta. Veja se a tosse melhora.

Naiara sentou-se e bebeu a água.

Afonso tocou a testa dela com as costas da mão.

— Ainda bem que não está com febre. Como está grávida, não pode tomar remédios indiscriminadamente, seria muito pior se adoecesse de vez.

— O que você está fazendo no nosso quarto? Cadê a Quitéria?

— Reservei outro quarto para ela. Ela foi dormir lá.

Ah?

— Por quê?

— Sem porquês. Ordens do chefe — respondeu Afonso.

Naiara soltou uma risada.

— Isso não conta como abuso de poder?

— Um pouco. Mas, por sorte, meus funcionários são muito compreensivos. Na verdade, foi a própria Quitéria quem pediu para mudar de quarto.

Naiara comentou sem pensar:

— Isso porque você veio para cá e ela se sentiu segurando vela.

Os olhos de Afonso se curvaram em um leve sorriso.

— Segurando vela?

Naiara mordeu o lábio inferior.

Que vergonha! O que ela estava dizendo?!

Para evitar que o clima ficasse constrangedor, ela mudou de assunto rapidamente.

— E você, está bem? Não ficou doente?

— Eu estou bem.

— Que bom.

A conversa morreu ali. Parecia que até o ar no quarto havia parado de circular.

Naiara quebrou o silêncio novamente.

— Pode voltar e descansar. Eu estou bem.

— Vou esperar você dormir antes de ir.

Na verdade, ele temia que Naiara tivesse um pico de febre de madrugada.

Só estando ali, vigiando com os próprios olhos, ele conseguiria ficar em paz.

Caso contrário, mesmo que voltasse para o seu quarto, não conseguiria pregar o olho.

— Você...

Afonso massageou o braço dormente e o pescoço rígido.

— Ainda está se sentindo mal?

— Não, já passou.

Afonso estalou o pescoço, alongando-se.

— Então vou para o meu quarto. Lembre-se de tomar o café da manhã. Mais tarde eu te encontro na arena da competição.

Ele precisava voltar e tentar dormir um pouco. Na verdade, não havia pregado o olho a noite inteira.

Naiara percebeu isso, e seu coração apertou de culpa e carinho.

— Afonso!

Ao vê-lo virar-se para sair, ela segurou a mão dele, ansiosa.

Afonso voltou a se sentar.

— O que foi?

Naiara olhou para ele, com o coração apertado.

— Você poderia ter me soltado e ido dormir na sua cama. Por que não me afastou?

— Eu não ficaria tranquilo.

Ele respondeu com extrema naturalidade.

Tão natural que pareciam um casal profundamente apaixonado.

Naquele instante, o coração de Naiara deu um salto. Sua mente pareceu ficar em branco, para logo em seguida rodar um filme com todos os momentos em que ele havia sido incrível com ela.

Quando um beijo pegou Afonso totalmente de surpresa, caindo suavemente sobre seus lábios, o corpo do homem ficou rígido como pedra.

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