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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 597

Naiara levantou a mão e limpou a umidade do rosto dele.

Ela já não sabia distinguir se aquela umidade vinha da água do rio ou do suor frio do desespero.

Naiara só sabia que, naquele momento, seu coração doía.

Doía por ele.

E sentia pena dele também.

— Vou comprar roupas secas para você. Está encharcado, precisa se trocar logo.

Afonso pareceu finalmente perceber o próprio ímpeto e a afastou com delicadeza.

— Fique longe de mim, estou gelado.

— Me espere aqui, eu vou comprar as roupas — insistiu Naiara.

Afonso, ansioso, segurou-a pelo braço.

— Não vá a lugar nenhum. Fique aqui, do meu lado.

Naiara olhou para a expressão dele, e sua respiração falhou por um instante.

Ele estava genuinamente preocupado com ela.

Gualter coçou o nariz, sentindo-se sobrando.

— Vocês dois me esperem aqui, eu vou.

— Deixe para lá — interveio Afonso. — Vamos voltar para o hotel, não estamos longe.

Naiara deu alguns passos e, ao olhar para trás, viu que o cachorrinho ainda a seguia.

Seu coração amoleceu.

— Posso levar o cachorro?

— Você está grávida e quer inventar de criar esse bicho? — disparou Gualter.

— Você quer criá-lo? — perguntou Afonso.

— A Natália me falou sobre o Dolce. Acho que ela adoraria ter outro cachorrinho. Esse aqui parece ter uma conexão comigo. Se eu o levar, posso dar uma companhia para a Natália e ainda salvar a vida dele.

Afonso não disse uma única palavra de objeção.

— Tudo bem, mas o hotel não aceita animais. Vamos deixá-lo em um pet shop aqui perto e, quando voltarmos para Rio Belo, o levamos conosco.

— Combinado — sorriu Naiara.

Gualter estalou a língua, incrédulo.

— Você mima essa mulher além da conta. Esqueceu que ela está grávida?

— Vamos levar o cachorro para fazer um check-up completo. Se ele estiver saudável, não haverá problema. Mas você precisa me prometer uma coisa — disse Afonso, olhando para Naiara.

Ela apontou para si mesma.

— Eu?

— Sim.

— Tudo bem, pode falar.

— A limpeza das necessidades do cachorro ficará a cargo da Felícia. Você não pode fazer isso.

— Sem problemas — concordou Naiara.

Mas, pensando bem...

Espera aí.

Se ela ia adotar o cachorro, por que precisava da permissão de Afonso?

O cachorrinho acabou sendo deixado em um pet shop próximo.

— Que raio de nome é esse? — questionou Gualter.

— Porque ela adora os brioches que a Felícia faz — explicou Afonso.

Gualter achou que fosse mais uma brincadeira, mas após refletir por um segundo, disse:

— Quando voltarmos, vou querer que embalem uns para mim.

Quase chegando ao hotel, Naiara sentiu um calafrio repentino.

Afonso percebeu na mesma hora.

— Está com frio?

Ela fungou de leve.

— Só senti uma onda de frio pelo corpo, de repente.

Gualter virou-se para trás.

— Não me diga que o cara que ficou meia hora na água congelante não pegou um resfriado, e você sim.

As sobrancelhas de Afonso se uniram em preocupação.

— Não deveríamos ter ficado tanto tempo perto do José. Provavelmente foi contágio.

— Eu não sou tão frágil assim — disse Naiara, desanimada.

— Por que você nunca me escuta? — repreendeu Afonso de forma suave.

Embora fossem palavras de repreensão, o tom não tinha qualquer peso; pelo contrário, carregava um profundo carinho.

Naiara recostou-se no banco.

— Não é nada, uma boa noite de sono e eu melhoro.

Ao chegarem ao hotel, Afonso foi para o seu quarto se trocar.

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