Naiara fingiu pensar por um momento.
— Salvo você.
Gualter arqueou uma sobrancelha para Afonso, triunfante.
— Ouviu isso? Ela disse que me salva primeiro.
Afonso apenas sorriu, sem dizer nada.
Naiara completou:
— Na época da faculdade, o Afonso foi campeão de natação. Com a técnica dele, acha mesmo que precisa ser salvo por mim?
Gualter abriu um sorriso provocador.
— Você conhece o passado do King muito bem, pelo visto.
— Eu conheço você muito bem também — devolveu ela.
Gualter, numa rara ocasião de derrota, rendeu-se:
— Você venceu.
O barco balançou bruscamente, e Naiara tombou para o lado.
Afonso a segurou com reflexos rápidos.
Ela acabou caindo direto em seus braços.
— Você está bem? — perguntou ele, preocupado.
Naiara balançou a cabeça. — Sim. Só senti uma tontura de repente.
— Está enjoada com o balanço do barco?
— Não sei se é enjoo do barco, mas está tudo bem, é só um pouco.
Afonso franziu a testa.
— Então vamos descer.
E já fez menção de avisar o barqueiro.
Naiara o impediu rapidamente: — Você pagou tão caro. Seria um desperdício não ir até o final.
— A sua saúde vem em primeiro lugar.
— Eu estou bem de verdade, talvez passe daqui a pouco.
Mas, longe de melhorar, o mal-estar só piorou.
Minutos depois, Naiara começou a ter ânsias de vômito ali mesmo no barco.
Gualter entrou em pânico e gritou para o piloto:
— Encosta essa banheira! Rápido!
O homem se apressou para atracar o barco na margem.
Afonso ergueu Naiara nos braços, tirou-a da embarcação e a colocou sentada num banco de descanso.
Naiara massageava o peito, com o rosto pálido e retorcido de mal-estar.
Afonso perguntou, aflito: — O que eu posso fazer para você se sentir melhor?
O desconforto a deixou com a guarda baixa, e sua voz saiu manhosa:
— Afonso, eu quero beber vinagre de maçã.
— Ela esqueceu o celular no hotel.
Sem celular, no meio daquela multidão... como a encontrariam?
Afonso foi tomado pelo pânico.
Era a primeira vez que Gualter via o seu ídolo perder o controle daquele jeito.
Por dentro, também estava preocupado, mas conseguiu manter a calma.
— Não entre em desespero. Talvez ela tenha ido caminhar aqui por perto, ou ido ao banheiro. Ela sabe que estamos procurando por ela aqui e com certeza vai voltar.
Afonso tentou se agarrar àquelas palavras para se acalmar.
Mas a verdade é que Naiara não voltou.
De repente, gritos de socorro ecoaram não muito longe dali.
— Alguém caiu no rio! Ajudem!
Gualter e Afonso trocaram um olhar rápido e dispararam em direção ao tumulto.
Dava para ver que a pessoa se debatendo na água era uma mulher, mas o rosto era indistinguível na escuridão.
O coração de Gualter deu um salto. — Não me diga que é a Naiara...
Mal ele terminou de falar, ouviu-se o estrondo de um mergulho.
Gualter olhou para o lado; Afonso não estava mais lá.
Quando virou para o rio, viu que ele nadava a toda velocidade em direção à vítima.
Um dos barcos de turismo aproximou-se rapidamente e ajudou a puxá-los para a margem.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...