No segundo em que Afonso apareceu, Naiara teve que admitir que seu coração perdeu o ritmo novamente. Faltou pouco para o nome dele escapar dos seus lábios.
Hoje, Afonso estava mais deslumbrante do que nunca.
Ele usava uma blusa de gola alta preta ajustada ao corpo, combinada com um sobretudo escuro. O corte impecável nos ombros delineava perfeitamente sua postura ereta e poderosa.
A calça de alfaiataria escura destacava suas pernas longas e retas.
Com traços impecáveis, olhar profundo e uma aura de autoridade imponente, ele exalava uma frieza elegante que mantinha as pessoas à distância.
Não era de admirar que, assim que entrou, todas as mulheres ao redor não parassem de olhar em sua direção.
Naiara olhou de soslaio para Carlos e teve vontade de rir.
Ela imaginava que, por dentro, ele devia estar espumando de raiva.
Se Afonso não tivesse aparecido, Carlos, sem dúvida, seria o homem que mais chamava atenção no recinto.
Mas bastou Afonso pisar ali para eclipsá-lo por completo.
Carlos, obviamente, detestou a interrupção.
— Falando em roubar talento, o Sr. Afonso também não é adepto desse hobby? Eu só estou aprendendo com o melhor.
Afonso abriu um sorriso diplomático, porém afiado.
— Eu consegui roubar talentos do Sr. Carlos. Mas o Sr. Carlos já conseguiu roubar alguém meu?
Carlos engoliu em seco, sem ter o que responder.
Isso porque ele realmente havia tentado aliciar vários engenheiros do setor de Pesquisa e Desenvolvimento da Nuvem Pioneira pelas costas, mas ninguém lhe deu a mínima. Não importava a quantia absurda que ele oferecesse, todos os funcionários ignoraram suas propostas.
Era um absurdo completo!
Como uma empresinha como a Nuvem Pioneira conseguia ser tão leal e reter tantos talentos?
Nesse momento, um dos funcionários da empresa de Carlos se aproximou para pedir instruções sobre a competição.
Carlos aproveitou a deixa para sair.
Foi a desculpa perfeita para escapar daquela humilhação.
Afonso puxou a cadeira onde Carlos estava sentado para o lado, sentou-se e os cantos de seus lábios se curvaram ligeiramente.
— Isso quer dizer que faz muito tempo que não nos vemos?
Naiara deixou escapar:
— Faz uma semana inteira! Você estava mesmo viajando a negócios?
— Primeiro fui a Porto das Estrelas visitar o túmulo da minha mãe — a voz de Afonso era calma e profunda. — Depois, aproveitei a viagem para visitar alguns fornecedores.
Naiara retrucou, sem conseguir disfarçar a irritação:
— Achei que você não fosse mais voltar!
Um brilho de diversão surgiu nos olhos de Afonso.
— A raposa Nick! Você que comprou?!
— Aconteceu de eu pegar a época do festival anual de pelúcias em Porto das Estrelas. Lembrei de você ter comentado que adorava a raposa Nick, do Zootopia. Quando vi a barraca, resolvi comprar. Pena que só achei esse chaveirinho, não tinha a versão grande.
Naiara pegou o chaveiro, encantada.
— O chaveiro é perfeito. Se fosse grande, seria difícil de carregar.
— Gostou tanto assim?
Naiara assentiu levemente.
— Na verdade, eu adoro esses bichos de pelúcia desde criança. Lembro que, quando estava no ensino fundamental, me apaixonei por um bichinho de pelúcia e tentei pedir para a Luciana comprar para mim. Ela não só não comprou, como me deu uma bronca horrível, dizendo que eu estava perdendo tempo com besteiras.
E pensar que o quarto do precioso filho de Luciana era abarrotado de action figures e brinquedos caros.
Afonso a observou em silêncio.
— Ainda está nervosa?
Naiara deu uma risada suave.
— Que estranho. O nervosismo sumiu do nada.
Teria sido por causa da raposa Nick, ou por causa do homem que havia trazido a raposa para ela?
Sem pensar duas vezes, Naiara pendurou a raposinha na própria bolsa.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...