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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 591

No segundo em que Afonso apareceu, Naiara teve que admitir que seu coração perdeu o ritmo novamente. Faltou pouco para o nome dele escapar dos seus lábios.

Hoje, Afonso estava mais deslumbrante do que nunca.

Ele usava uma blusa de gola alta preta ajustada ao corpo, combinada com um sobretudo escuro. O corte impecável nos ombros delineava perfeitamente sua postura ereta e poderosa.

A calça de alfaiataria escura destacava suas pernas longas e retas.

Com traços impecáveis, olhar profundo e uma aura de autoridade imponente, ele exalava uma frieza elegante que mantinha as pessoas à distância.

Não era de admirar que, assim que entrou, todas as mulheres ao redor não parassem de olhar em sua direção.

Naiara olhou de soslaio para Carlos e teve vontade de rir.

Ela imaginava que, por dentro, ele devia estar espumando de raiva.

Se Afonso não tivesse aparecido, Carlos, sem dúvida, seria o homem que mais chamava atenção no recinto.

Mas bastou Afonso pisar ali para eclipsá-lo por completo.

Carlos, obviamente, detestou a interrupção.

— Falando em roubar talento, o Sr. Afonso também não é adepto desse hobby? Eu só estou aprendendo com o melhor.

Afonso abriu um sorriso diplomático, porém afiado.

— Eu consegui roubar talentos do Sr. Carlos. Mas o Sr. Carlos já conseguiu roubar alguém meu?

Carlos engoliu em seco, sem ter o que responder.

Isso porque ele realmente havia tentado aliciar vários engenheiros do setor de Pesquisa e Desenvolvimento da Nuvem Pioneira pelas costas, mas ninguém lhe deu a mínima. Não importava a quantia absurda que ele oferecesse, todos os funcionários ignoraram suas propostas.

Era um absurdo completo!

Como uma empresinha como a Nuvem Pioneira conseguia ser tão leal e reter tantos talentos?

Nesse momento, um dos funcionários da empresa de Carlos se aproximou para pedir instruções sobre a competição.

Carlos aproveitou a deixa para sair.

Foi a desculpa perfeita para escapar daquela humilhação.

Afonso puxou a cadeira onde Carlos estava sentado para o lado, sentou-se e os cantos de seus lábios se curvaram ligeiramente.

— Isso quer dizer que faz muito tempo que não nos vemos?

Naiara deixou escapar:

— Faz uma semana inteira! Você estava mesmo viajando a negócios?

— Primeiro fui a Porto das Estrelas visitar o túmulo da minha mãe — a voz de Afonso era calma e profunda. — Depois, aproveitei a viagem para visitar alguns fornecedores.

Naiara retrucou, sem conseguir disfarçar a irritação:

— Achei que você não fosse mais voltar!

Um brilho de diversão surgiu nos olhos de Afonso.

— A raposa Nick! Você que comprou?!

— Aconteceu de eu pegar a época do festival anual de pelúcias em Porto das Estrelas. Lembrei de você ter comentado que adorava a raposa Nick, do Zootopia. Quando vi a barraca, resolvi comprar. Pena que só achei esse chaveirinho, não tinha a versão grande.

Naiara pegou o chaveiro, encantada.

— O chaveiro é perfeito. Se fosse grande, seria difícil de carregar.

— Gostou tanto assim?

Naiara assentiu levemente.

— Na verdade, eu adoro esses bichos de pelúcia desde criança. Lembro que, quando estava no ensino fundamental, me apaixonei por um bichinho de pelúcia e tentei pedir para a Luciana comprar para mim. Ela não só não comprou, como me deu uma bronca horrível, dizendo que eu estava perdendo tempo com besteiras.

E pensar que o quarto do precioso filho de Luciana era abarrotado de action figures e brinquedos caros.

Afonso a observou em silêncio.

— Ainda está nervosa?

Naiara deu uma risada suave.

— Que estranho. O nervosismo sumiu do nada.

Teria sido por causa da raposa Nick, ou por causa do homem que havia trazido a raposa para ela?

Sem pensar duas vezes, Naiara pendurou a raposinha na própria bolsa.

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