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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 590

Desde que Afonso tinha viajado a negócios naquele dia, não havia voltado para a empresa.

Ele não havia mandado uma única mensagem para ela.

E ela também não havia mandado nada para ele.

Era como se os dois tivessem feito um acordo silencioso de não se incomodarem.

Por outro lado, Natália ligava para Afonso o tempo todo.

Às vezes, quando Naiara estava perto e ouvia Natália conversando com ele, quase não conseguia se conter. A vontade de arrancar o telefone da mão dela e perguntar como ele estava era quase insuportável.

Mas, no fim, sempre engolia a vontade.

— Naiara?

A voz de Carlos a trouxe de volta à realidade.

— Pensando em quê?

— Na competição — respondeu ela, fria.

Carlos deu um meio sorriso cínico.

— Achei que estivesse pensando no Afonso.

Naiara lançou um olhar mortal para ele.

— Você morre se ficar calado?

— Se eu ficar calado com os outros, não. Mas se eu não falar com você, acho que morro sim.

Naiara sentiu um calafrio de repulsa.

— Esqueceu de tomar o remédio hoje de manhã?

— O meu remédio está com você.

Naiara: *Você é louco!*

Carlos abriu a boca para continuar, mas Naiara o cortou de imediato.

— Não trouxe a sua esposa com você?

O sorriso de Carlos murchou um pouco.

— Para que ela viria? Ela não entende nada disso.

Dessa vez foi a vez de Naiara rir, educada e letal.

— Contanto que ela entenda você, já é o suficiente.

Um brilho frio cruzou os olhos de Carlos.

— Ela nem a mim entende.

Naiara paralisou por um segundo.

Sentiu que havia um duplo sentido pesado naquelas palavras, mas preferiu não render. Havia coisas que, quanto menos ela soubesse, melhor.

O olhar de Carlos pousou de forma incomum e suave sobre o rosto alvo de Naiara.

Uma mulher tão genuína e cheia de charme... era irresistível.

E quanto mais a olhava, mais Carlos era devorado pelo arrependimento.

Aquela mulher era para ser sua, e ele mesmo a havia expulsado da família Lucca.

Colhendo o que plantou.

Naiara mal olhou para ele, fingindo não ouvir.

— Fiquei sabendo que o Afonso te deu o cargo de vice-presidente. Eu sei muito bem que ele só usou isso para te prender lá. Se você vier para a minha empresa, posso te dar um cargo ainda maior.

Naiara curvou os lábios com desdém.

— Um cargo maior? Vai me dar a cadeira de presidente?

Carlos percebeu o exagero da própria promessa e riu.

— Seria o mesmo cargo de vice-presidente, mas eu te daria participação nos lucros todos os anos.

Naiara soltou uma ironia fria:

— Por que não me dá metade das suas ações logo?

Carlos não hesitou por um segundo.

— Sem problemas. Basta você vir.

Naiara não levou a oferta a sério por um milésimo de segundo.

— Eu conheço bem a sua habilidade de vender ilusões.

Mas Carlos a encarou com intensidade.

— Estou falando sério. Se você aceitar vir para a Tecnologia Vitalis, eu transfiro metade das minhas ações para o seu nome no mesmo instante.

Naiara observou a expressão rígida dele e teve a estranha intuição de que ele não estava brincando.

Quando ela estava prestes a abrir a boca, uma voz familiar e imponente soou perto deles.

— O Sr. Carlos realmente não perde o hábito de tentar roubar o talento alheio, onde quer que vá.

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