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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 559

A campainha tocou.

Zuleica foi abrir a porta.

Ronaldo entrou.

— Sr. Carlos, descobri tudo — anunciou ele.

No rosto de Carlos já não havia resquício algum de fúria. Estava tão calmo que parecia que absolutamente nada havia acontecido.

— Fale.

— O jovem Sr. Carlos foi fazer aquele racha naquela noite porque a Srta. Adriana estava trocando mensagens ambíguas com outro homem. Ele descobriu e perdeu o controle.

— Mesmo após a morte do jovem Sr. Carlos, ela continuou mantendo contato com esse homem, inclusive na mesma época em que o senhor e ela...

Ronaldo hesitou, sem coragem de concluir a frase.

Afinal, aquilo era uma afronta direta à dignidade masculina do chefe.

Zuleica, ciente do seu lugar, interveio:

— Eu vou sair. Podem conversar a sós.

Carlos, porém, a impediu.

— Não é necessário. É bom que você ouça. O que é que existe na minha vida que você já não saiba?

Zuleica ainda hesitou.

Carlos deu dois tapinhas no sofá, ao seu lado.

— Venha.

Zuleica sentou-se junto a ele.

Ronaldo retomou o relatório:

— A Srta. Adriana já estava grávida antes de ir para a cama com o senhor.

Carlos buscou na memória a data do nascimento do filho de Adriana Fontana.

Havia nascido com mais de quinze dias de antecedência do prazo previsto. Se tivesse adiantado um pouco mais, seria considerado prematuro.

Na época, os médicos disseram que era normal.

E o tempo de gestação batia perfeitamente com os dias em que haviam se envolvido.

Por causa disso, ninguém sequer desconfiou da paternidade biológica do herdeiro póstumo.

Pensando bem, era uma piada de muito mau gosto.

Adriana, de fato, tinha um paizão que soube apagar os rastros e encobrir tudo com perfeição.

A mentira fora moldada para parecer a mais pura verdade.

Ronaldo observou cautelosamente o semblante de Carlos, notando que ele não alterara a expressão, e soltou um suspiro de alívio silencioso.

Qualquer homem que descobrisse uma traição dessas teria um instinto assassino incontrolável.

— Sr. Carlos, há mais um detalhe...

Com os olhos fechados, sua voz soou grave, carregada de gelo:

— Não toquem nele. Por enquanto.

— Mas...

— Isso os deixaria em alerta.

Ronaldo tentou entender, mas falhou.

— Não compreendo o que o senhor tem em mente.

Carlos abriu os olhos subitamente, os dedos acariciando de forma possessiva a pele do rosto de Zuleica.

— Aja como se não soubesse de absolutamente nada. Mantenha a boca trancada.

Ronaldo pareceu captar a gravidade da ordem.

— Sim, senhor.

Quando estava prestes a sair, Ronaldo se lembrou de um último detalhe.

— Ah, Sr. Carlos, a transportadora para a mudança chegará amanhã.

— Cancele a mudança. Não vamos a lugar nenhum — sentenciou Carlos.

Ronaldo, embora confuso com a reviravolta, sabia melhor do que questionar.

— Entendido. Vou ligar para eles agora mesmo.

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