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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 558

Naiara apressou-se em tapar a boca da menina com a mão.

— O tio tem que trabalhar agora. Vamos desligar, sim?

— Tá bom. Tchau, tio.

— Tchau.

Naiara desativou o viva-voz e levou o aparelho ao ouvido.

— À tarde eu vou para a empresa finalizar as pendências do concurso.

— Certo. Eu não vou passar por lá hoje — disse ele.

— Tudo bem. Descanse.

— Você também.

Ao meio-dia.

Naiara acompanhou Natália durante o almoço.

Ficaram juntas por mais algum tempo antes de ela se despedir.

Naiara apertou o botão do elevador para descer.

Esperou um pouco, e as portas se abriram.

Naiara ia entrar, mas ao erguer os olhos, paralisou.

Dentro da cabine, havia dois oficiais fardados.

E, no meio deles, estava Vitória Lucca.

Mais precisamente: estavam escoltando Vitória.

Vitória também a viu.

Seu olhar gelou instantaneamente, fuzilando Naiara como se destilasse puro veneno.

Naiara a encarou com frieza, o rosto impassível, e não entrou no elevador.

Subitamente, Vitória começou a berrar.

— Naiara! Manda o Afonso vir me ver! Deixa eu ver o Afonso! Eu quero vê-lo! Eu sinto falta dele, eu quero vê-lo! Fala para ele vir me ver...

À medida que as portas do elevador se fechavam, os gritos desesperados de Vitória foram abafados até desaparecerem por completo.

Naiara soltou um suspiro.

Todos eles haviam subestimado o nível da obsessão que Vitória nutria por Afonso.

Naiara pegou outro elevador para o térreo.

Ao chegar ao saguão principal, observou de longe enquanto Vitória era empurrada para o fundo da viatura policial.

Aquela herdeira antes tão arrogante, indomável e mimada, agora não passava de um cão sarnento, completamente derrotada.

A avó que a amava estava morta.

A mãe que fingia amá-la não via a hora de que ela morresse o mais rápido possível.

O irmão que antes zelava por ela agora lavava as mãos e torcia para que pegasse a pena mais dura imaginável.

E ainda assim, no fundo do poço, a única coisa em que Vitória conseguia pensar era em Afonso.

Aquilo...

Lembranças vieram à mente de Naiara.

Luciana era quase dez anos mais nova que Thiago Jasmim, mas havia se rendido ao charme magnético dele, jurando que só se casaria se fosse com ele.

Felizmente, as famílias apoiaram a união.

Após o casamento, Thiago mimava Luciana com devoção.

Como o crescimento da família Jasmim fora grandemente impulsionado pelos contatos da família de Luciana, Thiago não apenas a mimava, mas também tolerava seus caprichos.

A diferença de quase dez anos nunca pareceu afetar a vida conjugal feliz dos dois.

Mas Naiara lembrava-se de uma fase em que Luciana vivia sorrindo para o celular.

Um sorriso bobo, quase adolescente e cheio de desejo.

Claro, Naiara nunca teve provas concretas de que a viúva tinha um caso extraconjugal.

Mas agora, diante daquela cena, o palpite ganhava bastante fundamento.

Contudo, Thiago já estava morto. Ter provas disso não mudaria mais nada.

Hoje, Luciana era uma viúva; ter um namorado era algo perfeitamente natural.

Mas a mulher já estava beirando os cinquenta anos, a menopausa já devia estar batendo à porta, e ali estava ela, em um romance ardente com um garoto que tinha idade para ser seu filho?

Os princípios morais de Naiara acabavam de se espatifar no chão do carro.

Queria só ver se o seu adorável meio-irmão descobrisse aquilo. Era bem provável que Pedro quebrasse a terceira perna daquele garoto.

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