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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 560

Depois que Ronaldo foi embora, Zuleica finalmente abriu a boca.

— Por que desistiu de se mudar? Você não estava com tanta pressa antes? Sua mãe vivia dizendo que aquela casa era assombrada, que mal podia esperar para sair de lá o quanto antes.

Carlos brincava com os dedos dela.

— Assombrações são ótimas. É muito mais divertido assim.

Zuleica não entendeu o que ele quis dizer.

— E então, já pensou no que vai fazer? Como vai resolver a situação com a Srta. Adriana?

Carlos levou os dedos dela à boca e deu uma leve mordida.

Zuleica franziu a testa, sentindo dor.

Aquele homem podia parecer calmo por fora, mas a fúria que guardava no peito precisava ser extravasada de alguma forma. Se não extravasasse, não seria o Carlos.

Carlos voltou para a Baía Esmeralda.

A voz acusatória de Karina ecoou assim que ele chegou.

— Carlos, o que está acontecendo? Acabei de ligar para a transportadora para confirmar o horário de amanhã, e eles me disseram que você avisou que não iríamos mais nos mudar. Isso é verdade?

Sobre o fato de o filho ter passado a noite fora, ela não demonstrava a menor preocupação.

— Fui eu quem avisou à transportadora — respondeu Carlos.

— Mas por quê? Por que não vamos mais nos mudar? Você mesmo disse que queria sair daqui logo! Eu não quero passar mais nem um minuto nesse lugar amaldiçoado.

A voz de Carlos soou extremamente fria e distante.

— Se não quer morar aqui, não more. A família Lucca tem várias propriedades, você pode se mudar para qualquer uma delas.

Karina ficou paralisada.

— Você não vai morar comigo?

— Eu vou continuar morando aqui.

Karina tentou argumentar, mas Carlos a cortou sem cerimônias.

— Chega de discussão. Estou cansado.

Karina calou a boca.

Apesar de ele ser o filho, às vezes parecia que ela era a filha. Uma verdadeira inversão de papéis.

Mas ela não tinha o que fazer. Hoje, Carlos era o pilar da família Lucca, e Karina não era tola o suficiente para bater de frente com o chefe da casa.

— Onde está a Adriana?

Os olhos escuros de Carlos se fixaram nela, e os cantos de seus lábios se ergueram levemente.

— Vejo que aprendeu a ser inteligente.

O coração apertado de Adriana começou a relaxar.

Pelo visto, ele ainda não sabia a verdade sobre a paternidade da criança. Caso contrário, com o temperamento que ele tinha, com certeza já a teria matado.

O dedo de Carlos tocou a testa da criança.

— Adriana, você não queria casar comigo no papel?

Ela ficou atônita.

— Então vamos escolher uma boa data e oficializar isso no cartório.

Adriana achou que estava tendo alucinações. Demorou um bom tempo para processar as palavras.

— Carlos, o que você está dizendo?

Ele ergueu o queixo dela e deu um sorriso de canto.

Apenas Adriana não foi capaz de enxergar quantas facas estavam escondidas por trás daquele sorriso.

— Estou dizendo que quero me casar com você.

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