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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 549

Assim que Naiara voltou para o quarto e deitou na cama, o celular tocou de novo.

Era Carlos novamente.

Ela recusou a chamada de imediato.

Segundos depois, chegou uma mensagem.

[Olá, aqui é do Clube Exclusivo. O Sr. Carlos bebeu demais, por favor, venha buscá-lo o quanto antes.]

Naiara não respondeu. Após pensar um pouco, apenas encaminhou a mensagem para Zuleica.

Zuleica correu para o Clube Exclusivo.

Ao abrir a porta do camarote VIP, ficou em choque com a cena.

Carlos estava completamente embriagado.

Tão bêbado que não fazia a menor ideia de quem era a mulher que ele abraçava com fervor.

Mas Zuleica sabia muito bem quem era.

Clara.

A mesma garota que quase teve a mão decepada pelo dono do Clube Exclusivo dias atrás.

Para interceder por ela na ocasião, Zuleica tinha ido até lá às pressas e acabou até ficando devendo um favor a Naiara.

Clara sabia perfeitamente qual era o relacionamento entre Zuleica e Carlos.

O que ela estava querendo provar com aquilo?

Ao ver Zuleica, Clara não demonstrou o menor pingo de nervosismo. Apenas tirou a mão de dentro da camisa entreaberta de Carlos, sem pressa.

Zuleica se aproximou e o chamou baixinho.

— Carlos.

Os olhos dele estavam injetados, o olhar turvo e perdido. Ele foi totalmente incapaz de reconhecer Zuleica.

Zuleica voltou-se para Clara.

— Você não sabia do meu envolvimento com ele?

Clara se espreguiçou de forma provocante.

— Tem alguém nessa boate que não saiba?

— E mesmo sabendo você age assim?

— Agir como? — retrucou Clara, com desdém. — Ele é um cliente, eu estou prestando um serviço. Tem algo de errado nisso? Você também não trabalhava aqui? O que foi? Agora que virou a amante bancada do Sr. Carlos, já esqueceu do seu passado?

Zuleica sentiu uma onda de decepção invadir o peito.

— Esqueceu de quem sempre te protegeu? De quem sempre lidou com os clientes difíceis que te assediavam? De quem limpava a sua sujeira?

— Foi você, não esqueci. E daí? Isso é passado.

Zuleica deu um sorriso amargo de autodepreciação.

— Como você mesma disse agora há pouco, eu não passo de uma amante bancada. Uma mulher nessa posição nunca será uma verdadeira madame.

Clara a fuzilou com um olhar de desprezo.

— O Sr. Carlos está solteiro agora. Com os seus truques, não é só uma questão de tempo?

Zuleica balançou a cabeça, preferindo não prolongar a discussão.

Não era uma questão de não ter os 'truques', mesmo se os tivesse, não queria dar o golpe do baú nem virar madame nenhuma.

Sabia qual era o seu lugar no mundo e não forçaria o destino.

Quem era Carlos? E quem era ela?

Carlos se casaria com ela?

Nem em seus delírios mais otimistas.

Sempre diziam que entrar para uma família dessas era um caminho sem volta. Naiara era o maior exemplo vivo disso.

Ela não cometeria o mesmo erro.

Zuleica chamou um dos garçons para ajudar a levar Carlos até o carro.

— Clara — disse Zuleica, suspirando antes de sair. — Pare de sonhar com o que não te pertence. Cada um tem seu destino, a riqueza tem seus limites. O que não é seu, nunca será. Mesmo que você consiga algo com manipulações agora, vai acabar perdendo tudo no final.

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