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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 537

A raiva fervia nas veias de Carlos.

— Pare aí mesmo!

Breno estancou os passos e virou-se.

— O Sr. Carlos deseja mais alguma coisa?

Carlos rosnou, com a voz carregada de veneno:

— Leve um recado ao seu Sr. Afonso por mim também. Diga a ele para não crescer o olho no que não lhe pertence e se contentar com o que tem!

Breno soltou um riso anasalado, cheio de desdém.

— Sinto muito, mas não sou seu garoto de recados.

Carlos abriu a boca para retrucar, mas Breno o cortou friamente:

— Eu trabalho para o jovem mestre, não para o senhor. O Sr. Carlos não tem a menor autoridade para me dar ordens.

— E mais uma coisa: de hoje em diante, não use esse tom de comando comigo. Porque eu pertenço ao jovem mestre e as pessoas dele nunca se curvam a ninguém que não seja ele mesmo.

Após dizer isso, Breno virou as costas e saiu a passos firmes.

Tremendo de ódio, Carlos descontou sua frustração desferindo mais alguns chutes cruéis no homem caído no chão.

O médico apagou completamente.

Carlos desferiu um soco estrondoso contra a parede.

Zuleica se sobressaltou com o estrondo, mas manteve os lábios selados.

Ela sabia que, naquele momento, Carlos precisava extravasar sua fúria.

A voz de Carlos se elevou de repente, em um rugido rouco que parecia querer rasgar todo o ódio acumulado em seu peito.

Ele era o poderoso Carlos!

Como Adriana Fontana teve a audácia de fazer isso com ele?!

Desolado, Carlos despencou no sofá, a postura derrotada.

Cenas do passado começaram a invadir sua mente.

Lembrou-se de como havia sido devotado a Adriana.

De como a mimou, a protegeu de tudo e de todos.

De como, incontáveis vezes, humilhou a própria esposa apenas para defender a amante.

Ha.

Porém, quando se tratava de ter sido enganado e feito de corno por Adriana, Carlos não conseguia ser magnânimo.

— Mas acho que, por enquanto, você deveria fingir que não sabe de nada — ela continuou.

Carlos franziu as sobrancelhas com força.

— Fingir que não sei? — A voz dele saiu assustadoramente fria. — Eu fui feito de corno e você quer que eu finja que não sei de nada?

Zuleica não demonstrou o menor temor diante da aura gélida de Carlos. Com os dedos macios, ela começou a acariciar o peito dele, num ritmo suave, acalmando-o.

— E o que você planeja fazer? Matá-la?

— Se você acabar com a vida dela, também nunca conseguirá colocar as mãos nas indústrias e propriedades da família Fontana.

Os pensamentos de Carlos sofreram um solavanco.

— O que você quer dizer com isso...?

Zuleica sorriu, um sorriso sutil e calculista.

— Aquele que suporta o insuportável, alcança o inalcançável.

Carlos a olhou, genuinamente impressionado.

— Eu nunca imaginei ouvir algo assim saindo da sua boca.

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