A raiva fervia nas veias de Carlos.
— Pare aí mesmo!
Breno estancou os passos e virou-se.
— O Sr. Carlos deseja mais alguma coisa?
Carlos rosnou, com a voz carregada de veneno:
— Leve um recado ao seu Sr. Afonso por mim também. Diga a ele para não crescer o olho no que não lhe pertence e se contentar com o que tem!
Breno soltou um riso anasalado, cheio de desdém.
— Sinto muito, mas não sou seu garoto de recados.
Carlos abriu a boca para retrucar, mas Breno o cortou friamente:
— Eu trabalho para o jovem mestre, não para o senhor. O Sr. Carlos não tem a menor autoridade para me dar ordens.
— E mais uma coisa: de hoje em diante, não use esse tom de comando comigo. Porque eu pertenço ao jovem mestre e as pessoas dele nunca se curvam a ninguém que não seja ele mesmo.
Após dizer isso, Breno virou as costas e saiu a passos firmes.
Tremendo de ódio, Carlos descontou sua frustração desferindo mais alguns chutes cruéis no homem caído no chão.
O médico apagou completamente.
Carlos desferiu um soco estrondoso contra a parede.
Zuleica se sobressaltou com o estrondo, mas manteve os lábios selados.
Ela sabia que, naquele momento, Carlos precisava extravasar sua fúria.
A voz de Carlos se elevou de repente, em um rugido rouco que parecia querer rasgar todo o ódio acumulado em seu peito.
Ele era o poderoso Carlos!
Como Adriana Fontana teve a audácia de fazer isso com ele?!
Desolado, Carlos despencou no sofá, a postura derrotada.
Cenas do passado começaram a invadir sua mente.
Lembrou-se de como havia sido devotado a Adriana.
De como a mimou, a protegeu de tudo e de todos.
De como, incontáveis vezes, humilhou a própria esposa apenas para defender a amante.
Ha.
Porém, quando se tratava de ter sido enganado e feito de corno por Adriana, Carlos não conseguia ser magnânimo.
— Mas acho que, por enquanto, você deveria fingir que não sabe de nada — ela continuou.
Carlos franziu as sobrancelhas com força.
— Fingir que não sei? — A voz dele saiu assustadoramente fria. — Eu fui feito de corno e você quer que eu finja que não sei de nada?
Zuleica não demonstrou o menor temor diante da aura gélida de Carlos. Com os dedos macios, ela começou a acariciar o peito dele, num ritmo suave, acalmando-o.
— E o que você planeja fazer? Matá-la?
— Se você acabar com a vida dela, também nunca conseguirá colocar as mãos nas indústrias e propriedades da família Fontana.
Os pensamentos de Carlos sofreram um solavanco.
— O que você quer dizer com isso...?
Zuleica sorriu, um sorriso sutil e calculista.
— Aquele que suporta o insuportável, alcança o inalcançável.
Carlos a olhou, genuinamente impressionado.
— Eu nunca imaginei ouvir algo assim saindo da sua boca.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...