O elevador parou no décimo quarto andar.
O homem que os guiava se adiantou para bater à porta.
Ela se abriu rapidamente.
Carlos entrou.
Um cheiro forte e metálico de sangue invadiu o ambiente.
Zuleica não conseguiu evitar e cobriu o nariz com a mão.
Na sala de estar, havia duas pessoas.
Um homem muito jovem, mas com um semblante frio e sombrio.
O outro homem aparentava ter pouco mais de cinquenta anos.
Carlos parou diante do homem mais velho e congelou no mesmo instante.
O rosto dele estava coberto de sangue.
O que era ainda mais aterrorizante era o dedo decepado caído no chão.
O sangue havia manchado o sofá branco de vermelho, criando uma cena horripilante.
Zuleica não aguentou o estômago revirando e começou a ter ânsias de vômito.
Carlos, por outro lado, recuperou a compostura rapidamente.
Ao ver Carlos, Breno apenas lançou um olhar gélido. Com um guardanapo, limpou metodicamente o sangue da lâmina de sua faca e a guardou no bolso.
— Conhece este homem?
O homem ferido, que pressionava desesperadamente o coto do dedo decepado com a outra mão, assentiu de forma frenética.
— Conheço, conheço! É o Carlos, o Sr. Carlos.
Carlos pareceu surpreso.
— Quem é você?
O homem ofegou, engolindo a dor em seco.
Breno desferiu um tapa brutal em seu rosto.
— Fale logo, não me faça perder tempo!
O homem se apressou em disparar as palavras:
— Eu sou o Dr. Xisto, do centro de testes de paternidade.
Carlos ergueu o punho e desferiu dois socos violentos no rosto do homem.
Mas não foi o suficiente para aplacar sua fúria. Ele arrastou o médico para o chão e começou a golpeá-lo com chutes e socos implacáveis.
O homem gemia de dor, contorcendo-se e suplicando por misericórdia.
Carlos estava apenas extravasando.
Porque, no fundo, ele não sabia como lidar com aquela verdade.
Quando Carlos finalmente pareceu esgotar sua energia, Zuleica se aproximou e segurou seu braço.
— Carlos, já chega.
O peito de Carlos subia e descia descontroladamente. Ele queria matar aquele homem com as próprias mãos.
— Carlos — Zuleica sussurrou suavemente em seu ouvido. — O que está feito, está feito. Matá-lo não vai mudar o passado. Se ele morrer, você terá problemas com a polícia. Não suje as suas mãos com um lixo desses.
Breno lançou um olhar inexpressivo para a figura patética caída no chão.
— Sr. Carlos, este homem é um presente para o senhor. O que vai fazer com a vida dele, fica a seu critério.
Breno deu dois passos em direção à saída, mas parou e olhou por cima do ombro.
— Ah, Sr. Carlos, quase esqueci. O nosso Sr. Afonso pediu para lhe deixar um recado. Ele disse: 'Já que no passado o senhor foi implacável e cortou os laços, não precisa tentar abaixar a cabeça e agradar agora. O que havia entre nós acabou, então que cada um siga o seu caminho. Como o senhor já tem uma bela companhia ao seu lado, é melhor valorizá-la, Sr. Carlos, para não cometer os mesmos erros do passado.'

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...