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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 538

O olhar de Zuleica escureceu por uma fração de segundo.

Afinal, ela era formada em uma universidade de prestígio.

Se não tivesse passado um tempo na prisão, a vida que ela levaria agora certamente seria livre e brilhante.

Ela jamais teria decaído ao ponto de ter que servir homens no Clube Exclusivo.

E agora, havia se tornado a amante de luxo de alguém.

No entanto, ser o pássaro na gaiola de Carlos era algo que ela havia aceitado de boa vontade.

Zuleica nunca havia amado homem nenhum em sua vida. Mas, desde que Carlos tirou sua virgindade, ela se apaixonou perdidamente.

Alguns diriam que isso era apenas um complexo de virgindade falando mais alto.

Talvez fosse...

Mas, fosse o que fosse, ela amava e não podia negar.

— Mesmo assim — Carlos murmurou, ainda amargo. — Afinal de contas, ela me traiu. Eu não consigo engolir esse desaforo.

Zuleica soltou um riso anasalado, carregado de ironia.

— Ela nunca foi sua mulher. Ela é mulher do seu irmão. Sua cunhada. A relação de vocês dois nunca foi assumida publicamente até hoje, e você nunca deu a ela um status real.

— Então, como você pode falar em traição?

Carlos mergulhou em silêncio por um longo momento.

Por fim, ele esticou a mão e apertou as bochechas de Zuleica com força, mas sem machucar.

— Sua diabinha calculista. Só você teria coragem de me dizer essas coisas!

Carlos retornou para a Baía Esmeralda.

A casa estava silenciosa, exceto por uma das empregadas que limpava o quarto de Adriana.

Carlos varreu o ambiente com um olhar frio e distante.

Aquele, originalmente, era o quarto de sua esposa.

Naquela época, sua mulher ficava exatamente ali, esperando todos os dias que ele voltasse para casa. Esperando que ele a olhasse um pouco mais, que fizesse companhia a ela por alguns minutos de conversa.

Mas ele a detestava. Recusava-se a pisar naquele cômodo.

Sua mente e seu coração só pensavam em Adriana.

Mesmo quando Adriana provocava e humilhava sua esposa, ele fingia não ver. Fechava os olhos e apenas culpava a própria esposa por ser ignorante e não ter grandeza de espírito.

Lembrar de tudo aquilo agora enchia Carlos de um arrependimento corrosivo.

— Onde está a Adriana?!

A empregada, pega de surpresa pelo tom de voz, gaguejou:

— O Sr. Carlos está procurando a jovem senhora? Ela saiu com a senhora sua mãe para fazer tratamentos estéticos.

Naquele instante, cada objeto parecia ter ganhado olhos, observando-o como se ele fosse uma piada ambulante, rindo de sua estupidez cega.

A fúria voltou a tomar conta de suas veias. Carlos agarrou um dos frascos caros de cosméticos na penteadeira e ergueu a mão, pronto para destruí-lo contra a parede.

Mas as palavras de Zuleica ecoaram subitamente em sua mente, e sua mão desceu devagar.

Zuleica estava certa.

Perder a paciência agora arruinaria seus grandes planos.

Carlos finalmente parou mais uma vez diante do berço. Ele estendeu a mão e pousou os dedos no pescoço da criança.

Um pescocinho tão frágil, que não resistiria a nada.

Bastava apertar um pouco, só um pouco de força, e ele se partiria.

Os dedos de Carlos começaram a se fechar.

A criança, sentindo a falta de ar, acordou e começou a chorar desesperadamente.

A empregada correu até o berço ao ouvir o choro.

Carlos soltou o pescoço do bebê imediatamente.

A funcionária pegou a criança nos braços, embalando-a para acalmá-la.

Sem dizer uma única palavra, Carlos deu as costas e saiu do quarto.

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