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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 528

Carlos já havia descarregado toda a sua fúria e, aos poucos, foi se acalmando.

— Zuleica.

Zuleica murmurou uma confirmação rápida e assustada.

— Amanhã, você vai comigo.

Ela nem sequer ousou perguntar para onde iriam.

— Está bem.

Carlos passou as mãos pelos cabelos com força.

— Traga mais cerveja.

— Acabou — respondeu Zuleica, hesitante.

— Então vá comprar! — rosnou ele.

Zuleica suportou a dor latejante no abdômen e se levantou.

Após dar apenas alguns passos, Carlos a chamou de volta.

— Venha cá.

Obediente, ela retornou.

Ele agarrou o pulso dela, puxou-a para que sentasse em seu colo e escondeu o rosto no colo da mulher.

Muito tempo se passou até que Carlos voltasse a falar. Sua voz soava rouca, ainda carregada de um resquício de ira não totalmente expurgada.

— Não limpe nada disso hoje. Amanhã mande a diarista arrumar. Compre de novo tudo o que foi quebrado, eu reembolso você quando voltar.

— Hum — assentiu ela.

Carlos ergueu o rosto e notou o pânico disfarçado no olhar da mulher.

— Te assustei?

Zuleica forçou um sorriso pálido.

— Um pouco.

— É a primeira vez que vejo você assustada. Achei que não se importasse com absolutamente nada.

Ela permaneceu em silêncio.

Carlos ficou quieto por um longo instante.

— Se isso for verdade... o que você acha que eu deveria fazer?

— Ah, não é nada. É que estou tentando ligar para o Carlos e não consigo. Estou com medo de que algo tenha acontecido.

Karina deu de ombros, sem dar muita importância.

— O que poderia ter acontecido? Relaxe. Não é a primeira vez que ele não vem jantar em casa. Deixe-o para lá e coma a sua comida.

— Eu... eu não estou com muito apetite. Não vou comer. Mãe, acho que vou para o meu quarto descansar.

— Vá, então.

Assim que Adriana entrou no quarto, ouviu o choro estridente do bebê. A babá tentava embalá-lo enquanto preparava o leite na mamadeira.

O som irritou Adriana profundamente.

— Leve-o daqui! Não quero vê-lo hoje.

A babá hesitou por alguns segundos antes de levar a criança para o outro cômodo. No fundo, a funcionária não conseguia evitar o murmúrio mental: Por que a patroa parecia tão indiferente ao próprio filho biológico?

Sozinha, Adriana pegou o celular. Desbloqueou a tela, tirou um número específico da lista de bloqueados e iniciou a chamada.

Uma voz masculina, carregada de cinismo, atendeu logo em seguida.

— Ora, ora! Senhorita Adriana, quanto tempo! A que devo a honra dessa ligação hoje? Pensei que estivesse na minha lista de bloqueados há séculos!

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