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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 522

A preocupação dela não tinha sentido para ele.

— Senhor Afonso, fale a verdade. Como isso aconteceu? Isso nunca foi um esbarrão, claramente o senhor apanhou. Acha que sou idiota?

Afonso deu um leve tapinha no rosto dele.

— Chega, ainda temos muito tempo. Vá comprar algo para o pessoal comer.

— Não vou! — José bateu o pé, teimoso. — Se não me contar a verdade, eu não vou a lugar nenhum!

Gualter cruzou os braços e analisou o canto da boca de Afonso.

— Pelo visto, também não foi um beijo que rasgou isso aí.

Sinceramente, ele não parava de falar absurdos!

Naiara cerrou os dentes. Aquele Gualter!

Ou ficava calado como um túmulo, ou abria a boca para deixar todo mundo perplexo.

— Você parece ter muita experiência — retrucou José.

Gualter assentiu, parecendo um veterano no assunto.

— Já beijei garotas antes.

O foco de José foi completamente desviado.

— Sua namorada?

— Sim. Crescemos juntos no orfanato. Quando ela fez dezesseis anos, nós nos beijamos.

José estalou a língua.

— Uau! Quem diria, hein? Você é bem assanhadinho. A menina só tinha dezesseis anos e você já foi tirando uma casquinha.

— Foi só um beijo, não fiz mais nada. E, além do mais, eu já estava decidido a me casar com ela. Qual é o problema de nos beijarmos?

Era uma pena que a felicidade houvesse durado tão pouco.

No fim, ele a tinha perdido de qualquer maneira.

Gualter cutucou José com o cotovelo.

— Você nunca beijou, não é? Parece não ter a menor experiência.

José estufou o peito, muito orgulhoso.

— Nunca beijei mesmo, e daí? Isso não é normal? Só mostra que eu sou puro.

Gualter balançou a cabeça.

— Quase trinta anos nas costas e nunca deu sequer um beijo, e ainda tem a coragem de estufar o peito assim.

José não se deu por vencido.

— O que tem ter quase trinta? O Senhor Afonso já tem trinta e ainda não beijou ninguém. Por que eu teria pressa?!

*Cof, cof, cof.*

Afonso tinha acabado de beber um gole de água mineral e engasgou, tossindo sem parar até lacrimejar.

Naiara não resistiu e esticou a mão, dando tapinhas de leve nas costas dele.

Ela sabia que a relação entre Afonso e a noiva era apenas razoável, beirando a distância.

Mas não imaginava que fossem tão distantes.

A ponto de realmente nunca terem se beijado?

Sem medo de morrer, Gualter se aproximou mais.

— Nunca beijou mesmo?

Afonso finalmente levantou a cabeça e endireitou a postura. Um lampejo de constrangimento passou por seus olhos.

— Já beijei.

Os olhos de José se arregalaram.

— Senhor Afonso! Quando?! Como eu não fiquei sabendo?!

Gualter deu um sorriso de canto.

— E por acaso esse tipo de coisa precisa de notificação prévia para você?

José coçou a cabeça.

— Mas não faz sentido. O senhor e a Srta. Isabella nunca tiveram contato físico. Como poderiam ter se beijado? Será que foi depois que viemos para Rio Belo? Não, não pode ser, aqui em Rio Belo você também...

José travou no meio da frase e, instintivamente, olhou para Naiara.

*Cof, cof...*

Dessa vez, quem engasgou foi Naiara.

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