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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 508

Natália baixou os olhos rapidamente, fingindo ler o livro.

Em seu íntimo, sussurrou: 'Não foi um sonho. Alguém realmente entrou aqui. Mas não veio nos visitar, veio visitar você, irmã.'

Natália ainda se lembrava nitidamente daquele olhar profundo e carregado de afeto que o irmão bonito direcionara a Naiara.

Duas batidas soaram na porta do quarto.

Naiara ergueu o rosto, surpresa.

— Madrinha?

Como a madrinha sabia que ela estava no hospital?

Ela ainda não havia avisado ninguém.

Belmira tratou logo de explicar.

— Ontem, quando a Felícia ligou para o Afonso, o seu padrinho estava perto e ouviu tudo. Ele ficou preocupado e pediu que eu viesse dar uma olhada. E aqui estou eu.

Belmira colocou a sacola que trazia sobre a mesa.

— Acordei bem cedo hoje para fazer uma sopa.

Então, era o Afonso...

Se ela soubesse, teria contado a verdade quando pediu para se ausentar.

Agora, ele precisou descobrir através de terceiros.

O que o Afonso estaria pensando?

Será que achava que ela estava tentando se afastar dele de propósito?

Naiara conteve seus pensamentos. — Madrinha, deixe-me apresentá-la.

Ela repousou a mão no ombro da garota.

— Esta é a Natália.

— Natália, esta é a minha madrinha.

Achando a senhora muito simpática, Natália reuniu um pouco mais de coragem.

— Tia.

Belmira deu uma risada. — Pela minha idade, eu poderia muito bem ser sua avó!

Natália coçou a cabeça, confusa.

— Mas se eu te chamar de avó, eu não vou mais poder chamar ela de irmã. A irmã vai ter que virar tia.

Naiara refletiu seriamente sobre a lógica da garota.

— Sendo assim, acho melhor você passar a me chamar de tia e chamá-la de avó. Faz mais sentido.

Natália balançou a cabeça com força.

Naiara trocou um olhar cúmplice com a madrinha.

Belmira entendeu o recado e não disse mais nada sobre o assunto.

Naiara e Natália tomaram uma tigela de mingau cada uma.

Após a refeição, Belmira foi lavar a louça e Naiara a acompanhou para ajudar.

Belmira fechou a porta com cuidado.

— Naiara, seja sincera com a sua madrinha. Você realmente planeja assumir a responsabilidade por essa criança?

Naiara respondeu com uma convicção serena. — Sim.

— Você precisa pensar com muita clareza. Não é um compromisso de um ou dois dias. É uma responsabilidade para a vida inteira. E, uma vez que assumir isso, não poderá simplesmente abrir mão.

— Eu sei, madrinha. Já pensei muito sobre o assunto. Não se preocupe, eu tenho condições financeiras para criá-la.

Naiara tocou a própria barriga de forma instintiva.

— E quando o meu bebê nascer, ele já terá uma irmã mais velha.

— E você discutiu isso com o Afonso?

Naiara hesitou por um segundo. Sua voz perdeu um pouco da firmeza.

— Por que eu precisaria discutir isso com ele...?

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