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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 507

O homem caminhou até o lado onde Naiara dormia. Ele a observou com um olhar profundo e suavizado por alguns instantes antes de estender a mão e cobrir com delicadeza o pé da mulher, que havia escorregado para fora da coberta.

Depois, ele recuou e sentou-se no sofá por cerca de vinte minutos.

Durante esse tempo, Naiara permaneceu imersa em um sono tranquilo, sem se mover um milímetro.

O homem então se levantou, aproximou-se de Natália e tirou o celular do bolso, digitando uma frase na tela.

[Você pode guardar um segredo para o tio? Não conte a ninguém que eu estive aqui.]

Natália assentiu com a cabeça.

Em seu íntimo, um pensamento brilhava: 'Como esse tio é bonito.'

O homem foi embora.

Veio de repente.

E partiu com pressa.

Para Natália, parecia que ela havia acabado de sonhar.

Um sonho em que um tio incrivelmente bonito aparecia no quarto.

Mas não para visitá-la.

E sim para ver a irmã deitada ao seu lado.

A forma como ele agia mostrava que ele se importava muito com ela.

Espera aí.

Tio?

Não, não estava certo.

Ele parecia ter a mesma idade da irmã.

Se ela chamava a mulher de irmã.

Chamar aquele moço tão bonito de tio não bagunçava toda a árvore genealógica?

No dia seguinte.

Naiara foi despertada pelos ruídos no corredor do hospital.

Foi um sono profundo e reparador.

Talvez porque estivesse exausta.

Assim que acordou, o celular tocou. Era Felícia.

— Menina Naiara, conseguiu dormir bem esta noite?

Recém-desperta, a voz de Naiara soou levemente rouca e preguiçosa, conferindo-lhe um tom que era, ao mesmo tempo, charmoso e sedutor.

— Pode ficar tranquila, Felícia. Dormi super bem.

Ao ouvir o vigor na voz de Naiara, Felícia finalmente relaxou.

— Fiquei tão preocupada ontem que acabei ligando para o Senhor Afonso.

Naiara sorriu. — O que foi? Tem algo no meu rosto?

Natália respondeu com extrema seriedade: — Você é muito bonita, irmã. É a moça mais bonita que eu já vi.

Na cabeça da garota, aquele tio de ontem à noite — não, aquele 'irmão' — era igualmente bonito.

Os dois formavam um casal de revista, feitos um para o outro.

Naiara perguntou: — Eu atrapalhei você a dormir ontem à noite?

Natália balançou a cabeça negativamente. — Não, você dormiu bem quietinha.

Apenas os pés que não paravam de se descobrir.

Mais tarde na noite, Natália imitou o gesto do irmão bonito e colocou os pés de Naiara de volta sob o cobertor.

Naiara levantou-se e abriu as cortinas.

O sol brilhava lá fora, anunciando um dia esplêndido.

Se não estivessem em um hospital, talvez o humor estivesse mais leve.

— Aliás, Natália, eu falei dormindo ontem à noite?

Natália pensou por um momento antes de responder.

— Não.

— Que estranho. Eu tive a sensação de que sonhei. Sonhei que alguém vinha nos visitar aqui no quarto.

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