O homem caminhou até o lado onde Naiara dormia. Ele a observou com um olhar profundo e suavizado por alguns instantes antes de estender a mão e cobrir com delicadeza o pé da mulher, que havia escorregado para fora da coberta.
Depois, ele recuou e sentou-se no sofá por cerca de vinte minutos.
Durante esse tempo, Naiara permaneceu imersa em um sono tranquilo, sem se mover um milímetro.
O homem então se levantou, aproximou-se de Natália e tirou o celular do bolso, digitando uma frase na tela.
[Você pode guardar um segredo para o tio? Não conte a ninguém que eu estive aqui.]
Natália assentiu com a cabeça.
Em seu íntimo, um pensamento brilhava: 'Como esse tio é bonito.'
O homem foi embora.
Veio de repente.
E partiu com pressa.
Para Natália, parecia que ela havia acabado de sonhar.
Um sonho em que um tio incrivelmente bonito aparecia no quarto.
Mas não para visitá-la.
E sim para ver a irmã deitada ao seu lado.
A forma como ele agia mostrava que ele se importava muito com ela.
Espera aí.
Tio?
Não, não estava certo.
Ele parecia ter a mesma idade da irmã.
Se ela chamava a mulher de irmã.
Chamar aquele moço tão bonito de tio não bagunçava toda a árvore genealógica?
No dia seguinte.
Naiara foi despertada pelos ruídos no corredor do hospital.
Foi um sono profundo e reparador.
Talvez porque estivesse exausta.
Assim que acordou, o celular tocou. Era Felícia.
— Menina Naiara, conseguiu dormir bem esta noite?
Recém-desperta, a voz de Naiara soou levemente rouca e preguiçosa, conferindo-lhe um tom que era, ao mesmo tempo, charmoso e sedutor.
— Pode ficar tranquila, Felícia. Dormi super bem.
Ao ouvir o vigor na voz de Naiara, Felícia finalmente relaxou.
— Fiquei tão preocupada ontem que acabei ligando para o Senhor Afonso.
Naiara sorriu. — O que foi? Tem algo no meu rosto?
Natália respondeu com extrema seriedade: — Você é muito bonita, irmã. É a moça mais bonita que eu já vi.
Na cabeça da garota, aquele tio de ontem à noite — não, aquele 'irmão' — era igualmente bonito.
Os dois formavam um casal de revista, feitos um para o outro.
Naiara perguntou: — Eu atrapalhei você a dormir ontem à noite?
Natália balançou a cabeça negativamente. — Não, você dormiu bem quietinha.
Apenas os pés que não paravam de se descobrir.
Mais tarde na noite, Natália imitou o gesto do irmão bonito e colocou os pés de Naiara de volta sob o cobertor.
Naiara levantou-se e abriu as cortinas.
O sol brilhava lá fora, anunciando um dia esplêndido.
Se não estivessem em um hospital, talvez o humor estivesse mais leve.
— Aliás, Natália, eu falei dormindo ontem à noite?
Natália pensou por um momento antes de responder.
— Não.
— Que estranho. Eu tive a sensação de que sonhei. Sonhei que alguém vinha nos visitar aqui no quarto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...