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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 506

Afonso permaneceu em silêncio.

Leonardo, que tinha um olhar aguçado para essas coisas, notou na hora.

— Vocês brigaram?

Os olhos escuros de Afonso cintilaram levemente. — Não.

Leonardo deu um sorriso sutil, carregado de significado.

— Que bom. Vocês são jovens, mas precisam pensar com muita clareza antes de tomar qualquer atitude. Não ajam por impulso. Certas coisas marcam a vida inteira.

À noite.

Naiara fez companhia a Natália durante o jantar, comendo a comida do refeitório do hospital. O sabor era medíocre, servindo apenas para enganar o estômago.

Sentada na cama, Natália folheava um livro que Naiara havia comprado para ela.

O título: 'E O Vento Levou'.

A garota lia com fascinação absoluta.

Naiara sentia um misto de pena e ternura por aquela criança.

Ela não chorava, não fazia birra, era de uma obediência ímpar.

O fato de que, mesmo quando a agulha lhe arrancava lágrimas de dor, ela não emitia um único som de protesto, apenas apertava mais o coração de Naiara.

Não havia mais nenhum traço da inocência infantil em Natália.

A vida a obrigara a amadurecer rápido demais, transformando-a em uma pequena adulta compreensiva.

Naiara estava recostada no sofá, com o notebook apoiado nas pernas.

Ela queria fazer companhia a Natália, mas não podia negligenciar o trabalho.

A competição estava se aproximando e ela precisava correr contra o tempo.

Sem perceber, o relógio marcou nove e meia da noite.

Absorta no que fazia, Naiara perdeu a noção do tempo.

Quando finalmente deixou o computador de lado, massageou o pescoço tenso e espreguiçou-se. Foi só então que notou Natália pescando de sono, ainda abraçada ao livro.

Naiara não conseguiu conter um sorriso suave.

— Natália, hora de dormir.

A garota ergueu a cabeça. — Irmã.

— Sim?

— Eu queria ler mais livros.

— Combinado. Quando terminar este, eu compro outros para você.

Natália marcou a página com cuidado, guardou o livro embaixo do travesseiro e, em seguida, arrastou-se até a beirada da cama.

Como a menina era miúda e muito magra, o movimento liberou espaço suficiente para que uma pessoa se deitasse confortavelmente ao lado dela.

— Irmã, vem dormir aqui na cama.

Naiara apontou para o sofá.

— Eu durmo no sofá, está tudo bem.

— Vem dormir na cama, por favor. O sofá não é confortável, e você pode pegar um resfriado.

— Uhum! Vou dormir agora mesmo.

Dizendo isso, a garota deitou-se rapidamente.

Mas não sem antes se encolher um pouco mais no canto.

Na verdade, a cama não era tão pequena.

Acomodava bem duas pessoas.

Porém, com medo de apertar Naiara, Natália tentava ocupar o menor espaço possível.

Com receio de que ela caísse da cama, Naiara a puxou delicadamente para mais perto de si.

E assim, a mulher e a criança adormeceram tranquilamente.

No meio da noite, a porta do quarto foi empurrada.

Alguém entrou.

Natália acordou.

Achando que fosse uma enfermeira fazendo a ronda, surpreendeu-se ao ver a figura alta e esguia de um homem caminhar para dentro.

Natália abriu a boca para falar.

O homem levou o dedo indicador aos lábios, fazendo um sinal de silêncio.

A garota obedeceu prontamente e ficou calada.

Instintivamente, ela sentia que aquele homem não era uma pessoa ruim.

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