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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 496

Naiara deu um leve sorriso.

— Não tem problema. Eu vim justamente para levá-la ao médico.

Depois de dizer isso, bateu na porta novamente.

O vizinho, movido pela curiosidade, esticou o pescoço e espiou pela janela da casa.

Olhou por um instante e, de repente, deu um grito estridente.

— Ave Maria! Misericórdia! Tem outro defunto lá dentro!

O coração de Naiara deu um salto no peito. Sem pensar duas vezes, ela forçou a maçaneta e empurrou a porta com toda a sua força.

Mas, por incrível que pareça, a porta velha e frouxa emperrou justo na hora e não abria de jeito nenhum.

Os gritos escandalosos do vizinho rapidamente atraíram os moradores das redondezas.

Um homem forte se aproximou e, com um único chute, arrombou a porta.

O interior da casa exalava um odor estranho, impregnado no ar úmido, que deu a Naiara uma súbita vontade de vomitar.

Na cama improvisada de solteiro, a garota jazia esquálida, com o rosto tão pálido quanto o de um cadáver.

Naiara correu até ela e aproximou os dedos do nariz da menina para checar a respiração.

Graças a Deus. Ainda respirava.

Naiara ligou imediatamente para a emergência.

A ambulância não demorou a chegar. Os paramédicos colocaram a garota na maca e a levaram.

Naiara seguiu a ambulância em seu próprio carro até o hospital.

A menina foi levada direto para a sala de reanimação.

Naiara aguardava do lado de fora, angustiada.

Embora não conhecesse aquela criança, ela havia feito uma promessa e precisava assumir a responsabilidade.

Não morra!

Naiara orava silenciosamente.

O tempo se arrastou dolorosamente até que a porta da emergência finalmente se abriu.

Naiara caminhou apressada, com o coração na mão.

— Doutor, como ela está?

— O que você é da paciente? — perguntou o médico.

Desta vez, Naiara disse a verdade.

— Não temos nenhum laço familiar, mas eu prometi ao pai dela que cuidaria dela.

O médico balançou a cabeça com pesar.

Mas quando seu dedo pairou sobre o nome "Afonso" na lista de contatos, ela congelou.

Naiara, Naiara.

Você perdeu o juízo?

Ontem mesmo, ela havia jurado para si mesma que, não importava o que acontecesse, nunca mais causaria problemas a ele.

O que ela estava prestes a fazer agora?!

Mas se ela não fizesse aquela ligação, quem mais poderia ajudá-la?

Natália foi trazida para fora da sala.

Ainda estava desacordada por causa da anestesia.

Seu rosto continuava pálido. Mesmo tendo treze anos, parecia tão pequena e frágil que partia o coração de quem a visse.

O médico a acomodou em um quarto particular.

Natália estava cheia de tubos pelo corpo, com os olhos fortemente fechados.

A fragilidade e o desamparo da vida ficaram escancarados naquele momento.

Naiara sentou-se à beira da cama por um longo tempo.

Ela devia ou não... fazer aquela ligação?

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