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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 495

Naiara Jasmim preparou um macarrão simples com tomate e ovo para o café da manhã. Assim que terminou de comer, saiu apressada.

Ela não queria, de jeito nenhum, ir à delegacia na companhia de Carlos Lucca.

Na delegacia, após colaborar com os policiais e terminar de prestar seu depoimento, Naiara perguntou sobre a filha de treze anos do sequestrador.

Ela havia prometido ao criminoso que curaria a menina.

Mesmo com a morte dele, sua promessa seria cumprida.

O policial a informou: — O sequestrador morreu e a garota não tem outros parentes próximos. O conselho tutelar e a assistência social vão intervir e assumir o caso em breve.

— O senhor poderia me dar o endereço da menina? — perguntou Naiara.

O policial pareceu curioso.

— Para que você quer o endereço dela?

— Prometi ao pai dela que a curaria — respondeu Naiara com simplicidade.

O homem a olhou, surpreso.

— Aquele sequestrador quase tirou a sua vida, e ainda assim você quer ajudar a filha dele? Senhorita Naiara, você é realmente uma boa pessoa.

Boa pessoa?

Ela não queria ser uma boa pessoa.

Só achava que, se havia dado a sua palavra, precisava ir até o fim.

Além do mais, a criança tinha apenas treze anos.

Seria uma pena inestimável se ela deixasse este mundo tão cedo.

Com o endereço fornecido pela polícia em mãos, Naiara saiu da delegacia.

O celular tocou. Era Carlos.

— Estou na frente da sua casa. Toquei a campainha várias vezes e ninguém atendeu. Você não está?

— Não — respondeu ela, fria. — Vim à delegacia. Já terminei de prestar meu depoimento.

— Eu não disse para você me esperar para irmos juntos? Por que foi sozinha?

— Eu tenho outro compromisso em seguida, então achei melhor adiantar.

Para sua surpresa, Carlos não se irritou. Pelo contrário, sua voz soou suave.

— Como estão os ferimentos? Ainda dói?

— Estou bem — cortou Naiara.

— Amanhã eu acompanho você para trocar os curativos.

— Não precisa, eu vou sozinha.

Surpreendentemente, Carlos não insistiu.

— Para onde você vai agora? Eu passo aí para te pegar e te levo.

Continuou sem resposta.

Uma pessoa passava pela rua naquele momento, e Naiara se apressou em perguntar:

— Por favor, sabe me dizer se mora aqui uma menina chamada Natália?

O pedestre parou.

— O que você é dela?

Naiara inventou uma desculpa rápida.

— Sou parente dela.

A pessoa pareceu muito surpresa.

— Que estranho. Eu lembro da menina dizer que só tinha o pai no mundo e que não tinha nenhum parente.

O pedestre mediu Naiara de cima a baixo, claramente duvidando que uma mulher tão elegante tivesse qualquer laço de sangue com aquela família miserável.

Sem saída, Naiara tentou justificar:

— Sou uma parente muito distante. Nós não costumávamos ter muito contato.

— Ah, então tá explicado — assentiu a pessoa. — Então você com certeza não sabe que o pai dessa menina acabou de morrer, né? Olha, vou te dar um conselho: é melhor você ir embora logo e não se envolver com essa gente. A menina é doente, o único pai que tinha morreu. Se ela grudar em você, você nunca mais vai conseguir se livrar.

O pedestre apontou para o próprio peito e acrescentou:

— E vou te dizer mais... o coração dessa menina é podre. O tratamento vai custar uma fortuna.

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