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Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê romance Capítulo 490

— Em vez de ser um fardo na sua vida todos os dias, prefiro abrir mão de você com dignidade. Assim, pelo menos deixarei uma boa lembrança no seu coração, e você não se esquecerá de mim tão fácil. Carlos, saber que você ainda guardará um carinho por mim já é o suficiente.

Essas palavras deixaram a cabeça de Carlos ainda mais bagunçada.

Ele tinha entrado ali disposto a humilhá-la severamente. Chegou a cogitar até mesmo dar-lhe uma bofetada. Mas essa submissão repentina o deixou sem saber como agir.

Carlos ficou em silêncio por um longo tempo. Ninguém saberia dizer o que se passava em sua cabeça.

Até que a brasa do cigarro queimou seu dedo, trazendo-o de volta à realidade.

Carlos a fitou por longos segundos. A imagem daquela mulher frágil, desamparada e com um olhar suplicante acabou amolecendo seu coração.

Carlos estendeu a mão, e o tom de sua voz saiu muito mais suave:

— Venha cá.

Adriana balançou a cabeça.

— Não precisa, Carlos. Se você me tratar bem agora, só vai me dar falsas esperanças.

Carlos a puxou para seus braços com força. O corpo de Adriana estava frio e tenso.

— Eu nunca disse que deixaria você e o César irem embora. Além disso, o César é meu sangue, o meu herdeiro. Como eu poderia permitir que ele fosse criado longe de mim?

Adriana resmungou, num tom magoado:

— Eu sei, o César é mais importante do que eu.

O sorriso de Carlos não chegou aos olhos.

— Sua boba. Com ciúmes do próprio filho? Você e o César são importantes para mim.

Adriana ergueu os olhos, fingindo total descrença.

— Carlos, o que você disse?

— Você ouviu muito bem o que eu disse.

Ainda encenando perplexidade, ela insistiu:

— Eu... sou realmente importante para você?

— É claro.

— Carlos! — Adriana lançou os braços ao redor do pescoço dele num abraço apertado. — Eu achei que não significasse mais nada para você!

Quando ele voltou a si e abriu a boca para responder, um arrepio subiu por sua espinha. A mão de Adriana já havia escorregado para o peito dele, e seus dedos macios começaram a provocar os pontos mais sensíveis.

Na cama, Adriana sempre teve muita técnica e sabia como manipular as artimanhas.

Não demorou muito para que a respiração de Carlos ficasse ofegante. Com os dentes cerrados, ele a prensou contra o sofá largo do porão.

Mas, no exato momento de avançar, o fogo simplesmente se apagou.

Carlos se desvencilhou do corpo dela num salto brusco.

Adriana estava no auge do desejo e, com aquela freada repentina, a excitação se transformou em um vazio frustrante.

Carlos ajeitou as próprias roupas rapidamente.

— Já é muito tarde e eu tenho compromissos amanhã. Volte para o seu quarto e vá dormir.

Dito isso, ele virou as costas e saiu a passos largos, sem sequer olhar para trás.

Foi uma rejeição fria e impiedosa.

Adriana ficou no sofá, com apenas o sutiã pendurado de forma desleixada, tremendo de frio. Enquanto via a silhueta de Carlos desaparecer, seus dentes trincavam de ódio.

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